

Cambará
Cristina Luchini
Uma comitiva de profissionais ligados ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PR) estará em Cambará nesta quarta-feira, dia 22. O grupo terá reuniões na Prefeitura, na Câmara de Vereadores e também com os candidatos a prefeito para realizar a entrega do Estudo Básico de Desenvolvimento Municipal (EBDM) que trata da revitalização dos afluentes do Ribeirão Alambari.
Esse estudo foi desenvolvido pela Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Norte Pioneiro (AEAANP), entidade ligada à Regional Londrina do CREA. Ao oficializar a entrega do documento, o CREA espera contribuir com o atual e também futuro governo municipal, abrindo a discussão sobre a necessidade de o município realizar ações em prol da revitalização do ribeirão.
O gerente regional do CREA-PR, engenheiro eletricista Edgar Tsuzuki, explica que os EBDMs são estudos focados no desenvolvimento dos municípios. “Os profissionais do CREA-PR, em parceria com entidades de classe, formulam diagnósticos práticos que são apresentados aos gestores públicos apontando caminhos a serem trilhados sobre os assuntos em pauta”, descreve.
Ações contra o assoreamento
O engenheiro agrônomo Roberto Simões, diretor-presidente da AEAANP, conta que os dois principais afluentes do Ribeirão Alambari - o Córrego Santa Ercília e Córrego Alambari - hoje estão assoreados, principalmente devido à presença do gado nas margens. “Quase não se vê água nesses afluentes e o abastecimento da cidade precisa contar com o suporte de três poços artesianos profundos da Sanepar”, afirma Simões, acrescentando que o Ribeirão tem um total de sete afluentes.
Buscando a revitalização, a AEAANP reuniu dados no EBDM e aponta sugestões de como recuperar esses córregos. As principais são a limpeza dos canais, aquisição e plantio de mudas nativas de espécies florestais típicas das matas ciliares e nascentes da região e a proteção das nascentes. Além dessas, o estudo prevê também o mapeamento e seleção das áreas para recuperação florestal; cadastro dos proprietários das áreas limítrofes; estabelecimento de termo de compromisso com proprietários; requerimento de licenças ambientais; controle de pragas ( formigas cortadeiras) ; manutenção e limpeza pós-plantio das áreas reflorestadas.
Foram parceiros da Associação nesse processo a Sanepar, o Instituto das Águas, o IAP, a Emater, a Prefeitura de Cambará e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. O projeto tem também um viés de educação ambiental junto ao Colégio Agrícola e alunos da rede pública municipal.