
Cambará
C.Roberto Francisquini
A Comissão processante – CP, que investiga suspeitas de crime de improbidade administrativa praticada pelo prefeito João Mattar (PSC) e dois Vereadores, Marcio Albertini (PR) e Renato Rodrigues (PTdoB), foi reaberta na câmara municipal após análise da justiça que deferiu favorável a comissão.
A justiça derrubou o mandado de segurança impetrado pelo Prefeito de Cambará no mês oito de 2015 que pediu a suspensão do processo, sob a alegação de a comissão havia cometido irregularidades. Depois de analisar o caso, a justiça devolveu o processo para a Câmara.
A Comissão Processante é formada pelos vereadores Rogério Frutuoso (PSL) – Presidente, Raffaello Frascati (PMDB) – Relator e Walcir Joaquim (PSDB) – Membro.
De acordo com Rogério Frutuoso (foto), Presidente da Comissão Processante, os trabalhos de investigação retomam o processo do ponto em que foi interrompido e começa a ouvir na tarde desta terça-feira (19) as primeiras testemunhas. Rogério esteve na redação do Circulandoaqui na manhã desta terça-feira para dar mais detalhes sobre o caso. Ele confirmou que na oitiva desta terça, foi intimado a dar esclarecimentos, o ex-secretário de administração do município, Clorisvaldo Paes Paschoalino. A oitiva acontece a partir das 13h30min no plenário da Câmara municipal. A princípio seria fechado ao público, porém o vereador e Presidente da CP informou que os membros da comissão decidiram abrir ao público, para quem queira acompanhar os depoimentos.
Frutuoso informa que o prazo final para apresentação dos pareceres e a votação acontecem no dia 9 de maio.
Entenda o caso
A comissão processante investiga um suposto caso de improbidade administrativa envolvendo o prefeito e os dois vereadores que realizaram uma viagem ao município de Foz do Iguaçu para um encontro com representantes do Ministério da Pesca.
A CP investiga se há indícios de que o encontro não teria acontecido e que a viagem teria finalidade política partidária bancada pelo erário público.
Tanto o prefeito como os dois vereadores citados no episódio alegam inocência.
Caso se confirme as investigações, a Câmara poderá pedir afastamento dos envolvidos.