
Cambará
C.Roberto Francisquini
O primeiro dia de oitivas que investiga um suposto ato de improbidade administrativa envolvendo o prefeito de Cambará e dois vereadores da base foi pontuado por debates acalorados, contradições e um pedido de arquivamento do processo.
| Dra. Leila Mattar Olivato |
| Clorivaldo Paes Paschoalino |
| Vereador Renato Rodrigues Ferreira cusulta procuradora da Câmara, Débora Tomita |
A CP voltou para a Câmara de Vereadores após a justiça ter indeferido o mandado de segurança que foi expedido pelo advogado do prefeito, o que suspendeu a comissão, em agosto de 2015.
O ex-secretário de administração de Cambará, Clorivaldo Paes Paschoalino, foi o primeiro a depor na comissão. Ele respondeu perguntas dos membros da banca, formada por Rogério Frutuoso (PSL), Raffaello Frascatti (PMDB) e Walcir Joaquim (PSDB), presidente, relator e membro, respectivamente da CP.
Em seguida foi a vez do vereador Renato Rodrigues (PTdoB), investigado no caso, a questionar o depoente. Em alguns momentos o clima ficou quente e os dois lados foram ríspidos em suas colocações. Paschoal, como é mais conhecido, se mostrou seguro nas respostas na maior parte do tempo, mas também deixou dúvidas no ar ao se contradizer em alguns momentos, recuando em algumas questões, especialmente ao ser questionado sobre se seu posicionamento não teria caráter político partidário, tendo em vista que ele teria sido flagrado em almoço com o vice-prefeito num restaurante da cidade. Num primeiro momento, Paschoal disse não se lembrar, mas depois voltou atrás no depoimento afirmando que teria sim almoçado com o político, porém alegou que o fato não implicaria na condução do processo.
Algumas questões foram indeferidas pela comissão e por diversas vezes o presidente teve que interferir no debate.
O mesmo aconteceu quando os advogados de defesa do Prefeito inquiriram o depoente. Os questionamentos de Dra. Leila Mattar Olivato foram os mais aguardados da sessão. Ela por diversas vezes demonstrou indignação com as colocações de Paschoal, amigo próximo da família até pouco tempo antes da confusão política que culminou com seu desligamento do governo local.
Ao final do expediente, os advogados de defesa disseram que vão entrar com pedido de arquivamento da CP com base no parecer da Procuradoria Geral de Justiça - PGJ que entendeu ausência de justa causa para a ação penal em face dos envolvidos. Clique AQUI
Rogério Frutuoso disse que vai analisar o documento, porém afirmou que as oitivas seguintes acontecem normalmente.
Está previsto para esta quarta-feira (19) novos depoimentos.