
| A partir da esquerda Raffaello Frascati (PMDB), Rogério Frutuoso (PSL) e Walcir Joaquim (PSDB), formam a Comissão Processante |
Cambará
C.Roberto Francisquini
Causou estranheza a ausência do prefeito João Mattar Olivato (PSC) na oitiva marcada para a manhã desta quinta-feira (28) em que ele iria depor na Comissão Processante que investiga um suposto ato de improbidade administrativa no caso que ficou conhecido como Ministério da Pesca. A Comissão Processante esperava interrogar o prefeito para concluir as investigações que pode levar ao afastamento do alcaide cambaraense e de dois vereadores envolvidos no caso.
O prefeito, que de acordo com informações repassadas à CP, estaria em Curitiba, protocolou, através de um representante, um atestado médico em que afirma estar impossibilitado de prestar depoimentos pelos próximos sete dias, prazo que inviabilizaria a conclusão da CP.
Depois de analisar os fatos, a Comissão Processante, formada por Rogério Frutuoso (PSL), Raffaello Frascati (PMDB) e Walcir Joaquim (PSDB), decidiu indeferir o atestado e espera ouvir o prefeito nesta sexta-feira (29). Caso o prefeito ainda esteja em Curitiba, a CP espera interroga-lo via conferência. De acordo com o documento lido em plenário, a decisão foi tomada para que as investigações sejam concluídas a tempo de ser votada no dia 9 de maio, prazo final para a conclusão dos trabalhos.
| Vereador Marcio Albertini (PR) |
Os vereadores Renato Rodrigues (PTdoB) e Marcio Albertini (PR) prestaram depoimentos, se defenderam das acusações e garantiram que não causaram prejuízos ao erário público.
O interrogatório de Rodrigues foi o mais longo, e como já era esperado, houve troca de farpas com Raffaello Frascati, relator da CP.
Frascati levantou uma série de questões sobre a viagem a Foz do Iguaçu, encaixou bem as perguntas e pressionou o vereador Renato sobre se houve mesmo o encontro com os representantes do Ministério da Pesca entre outros tópicos relevantes.
| Vereador Renato Rodrigues (PTdoB) |
Renato respondeu à altura, se manteve firme nas respostas, porém não deixou de provocar o relator, causando um princípio de discussão mais acalorada. Rodrigues assegurou que a viagem fora motivada a atrair benefícios para o município, tanto no que diz respeito ao Ministério da Pesca, quanto a outros assuntos, tendo em vista que o prefeito esteve em audiência com o delegado da Receita Federal, que viabilizou materiais para a Santa Casa, APAE e para a prefeitura, rechaçando que o objetivo teria a finalidade de acertos político/eleitoreiro, com o uso de dinheiro público.
Pouca gente acompanhou a sessão desta quinta-feira no plenário da Câmara.
A CP espera concluir o caso no prazo.
Mais detalhes ao longo desta sexta-feira (29).