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Com receio de incêndio criminoso, morador ateia fogo em galhos não recolhidos pela prefeitura de Cambará

Serviços precário de recolhimento de galhos compromete administração cambaraense

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
02/05/2016 às 18h38 Atualizada em 02/05/2016 às 19h01
Com receio de incêndio criminoso, morador ateia fogo em galhos não recolhidos pela prefeitura de Cambará

Cambará

C.Roberto Francisquini


 

 

Uma cena flagrada pela reportagem do Circulandoaqui, na tarde de sábado 30, trouxe a luz um dos sérios problemas enfrentados pela administração pública local: O recolhimento de galhos das vias públicas. Sem conseguir dar uma solução prática para o caso, os galhos secos se espalham pela cidade. A prefeitura alega não ter a liberação dos órgãos competentes para o destino final dos resíduos que se acumula nos bairros e no centro da cidade.


O problema se agrava à medida que surgem novos casos de incêndios criminosos na galhada espalhada por toda a cidade, colocando em risco a integridade física dos moradores.


Diversos casos de incêndios em galhos secos foram registrados nas últimas semanas, a maioria acontece na calada da madrugada, pegando as pessoas de surpresas. O ato é condenável e passível de punição.   


"Se a prefeitura é falha em cumprir com suas obrigações, não posso correr o risco de ter um incêndio generalizado em frente à minha casa, causando problemas para mim e aos meus vizinhos, por esta razão decidi correr o risco e evitar, o que poderia ser, um problema futuro”                                   Nivaldo Francisco

Com receio de ser vítima dos incendiários, o empresário Nivaldo Francisco tomou uma decisão radical. Ele decidiu atear fogo no monte de galhos secos depositados em frente à sua residência, localizada no centro da cidade e alega medida de precaução. “Não vi outra alternativa” frisou, “antes que venham, no meio da madrugada, pôr fogo aqui, decidi eu mesmo fazer o serviço” justificou, apontando para a mangueira d’agua posta próxima ao foco do fogo, caso as chamas pudessem dar sinais de perigo para a vizinhança, o que não aconteceu.


À medida adotada por Francisco não é a ideal e também é passível de punição, e ele sabe disto. “Olha, eu conheço as leis, sei que não se pode fazer isto, mas o problema é de segurança, e se a prefeitura é falha em cumprir com suas obrigações, não posso correr o risco de ter um incêndio generalizado em frente à minha casa, causando problemas para mim e aos meus vizinhos, por esta razão decidi correr o risco e evitar, o que poderia ser, um problema futuro” justificou, apontando para um monte de cinzas causadas por incêndio criminoso ocorrido há cerca de 100m de sua residência (foto acima).   


Agentes da administração pública faz campanhas em programas de rádio para que os moradores não cortem suas árvores sem o aviso prévio da pasta competente, porém à medida não tem surtido efeito. 

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