
| Raffaello Frascati (PMDB), relator da CP, vê com reticencia a possibilidade de a comissão prosperar. “Estamos fazendo o nosso trabalho...não sei o que pode acontecer depois” assinalou |
Cambará
C.Roberto Francisquini
A Comissão Processante, que investiga o prefeito e dois vereadores de Cambará, parece ter perdido forças, após a justiça ter prorrogado, para 15 dias, o prazo para a conclusão das investigações. O Prefeito de Cambará João Mattar Olivato (PSC) e os vereadores Marcio Albertini (PR) e Renato Rodrigues (PTdoB) estão no centro do imbróglio. Os três são investigados por terem supostamente cometido ato de improbidade administrativa referente a uma viagem à Foz do Iguaçu em meados de 2014, para uma reunião com o Ministério da Pesca, que não aconteceu, segundo alega os investigadores. A CP suspeita que o prefeito e os dois vereadores teriam usado o veículo oficial para um acerto político em Foz. Contra o prefeito pesa ainda o uso de diárias.
Os vereadores Marcio e Renato foram ouvidos no processo e negaram que tenham cometidos infrações e gerado prejuízo ao erário público.
Já o prefeito João Mattar não foi ouvido para dar sua versão no caso. No dia 28 de abril, data para o seu comparecimento na oitiva na câmara, o prefeito apresentou um atestado médico. Na ocasião a CP indeferiu o atestado, alegando que a data do documento não era compatível. A defesa do prefeito ingressou na justiça com um mandado de segurança contra a decisão da comissão, suspendendo, por quinze dias, o julgamento, marcado para esta segunda-feira (09).
A procuradoria da Câmara afirmou ao Circulandoaqui, que está cumprindo a decisão judicial e assinalou que o prefeito deve ser ouvido nos próximos dias.
A questão é que, com o fim do prazo de 90 dias para a comissão concluir os trabalhos, não se sabe ao certo se, mesmo atendendo a determinação da justiça, a comissão terá valor para julgar os envolvidos após a conclusão das investigações, tendo em vista que pelo regimento interno da casa o prazo expirou nesta segunda-feira (09).
O relator da CP, Raffaello Frascati (PMDB), vê com reticencia a possibilidade de a comissão prosperar. “Estamos fazendo o nosso trabalho, respeitando a determinação da justiça, assim que possível, vamos ouvir o prefeito e concluir as investigações, no entanto, não sei o que pode acontecer depois” declarou.
Com o fim do prazo de 90 dias a defesa dos envolvidos pode entrar com um eventual recurso à instância superior e anular todo o processo e se livrar do julgamento na Câmara de vereadores.