
Cambará
C.Roberto Francisquini
A Câmara de vereadores de Cambará decidiu pela absolvição do Prefeito João Mattar Olivato (PSC), e dos vereadores Marcio Albertini (PR) e Renato Rodrigues (PTdoB) no caso que ficou conhecido como Ministério da Pesca.
A sessão teve início na manhã desta segunda-feira (23) e prosseguiu ao longo do dia, com a leitura do relatório geral, pareceres e justificativas dos vereadores, além dos argumentos da defesa dos envolvidos. O prefeito não compareceu. De acordo do Dra. Leila Mattar Olivato, mãe e advogada do alcaide, João acompanha o tratamento da filha em Curitiba.
Pouca gente acompanhou a decisão no plenário da casa legislativa.
A decisão não foi unanime, mas encerra um ciclo negativo na política cambaraense, que envolveu a justiça local e estadual com pedidos de suspensão da CP o que gerou expectativas sobre o assunto.
Havia também a possibilidade clara de afastamento dos envolvidos, tendo em vista que, os acusados eram minoria na casa.
Nos pareceres dos membros da Comissão Processante, formada por Rogério Frutuoso (PSL), Raffaello Frascati (PMDB) e Walcir Joaquim (PSDB), presidente, relator e membro respectivamente, não houve um consenso. Frascati pediu a condenação dos três envolvidos sob a alegação de quebra de decoro e infrações administrativa graves envolvendo os investigados. Frutuoso ponderou e entendeu que apenas o prefeito deveria ser afastado do cargo, inocentando os dois vereadores. Já Walcir Joaquim apurou que as provas contra os envolvidos eram frágeis o bastante para condenação e optou por inocentar os três políticos.
E foi o que se configurou na votação.
A sessão começou quente com o vereador João Antonio Tinelli (PSD) que questionou o formato de votação adotado por Raffaello Frascati, presidente interino da Câmara, que trocou a chamada para votação da ordem alfabética, por ordem de partidos. A medida gerou um princípio de debate, mas Frascatti não recuou e manteve a formação.
A ordem de votação seguiu da seguinte forma: Claudinei Tironi (PHS), Rogério Frutuoso (PSL), João Antonio Tinelli (PSD), Walcir Joaquim (PSDB), Rogério de Lima (Solidariedade), Aparecido dos Santos (PMDB) e Raffaello Frascati (PMDB). Por estarem na condição de investigados, os vereadores Marcio Albertini (PR) e Renato Rodrigues (PTdoB), foram impedidos de votar.
De acordo com o regimento interno da Câmara, é preciso dois terços dos votos ou seja, 6 votos dos 7 disponiveis na ocasião, para que se consumasse a cassação dos respectivos mandatos dos envolvidos. Para se livrar do afastamento bastavam dois votos favoráveis aos réus e o processo seria arquivado, e foi o que se confirmou.
Confira todos os detalhes ao longo desta terça-feira (24).
- Saiba como cada vereador votou na sessão.
- Quais os reflexos políticos após o julgamento.
- As surpresas que marcaram o dia.
- O discurso de Marcio Albertini
- O desabafo do Vereador Renato Rodrigues Ferreira.
- A opinião dos vereadores consultados pelo Circulandoaqui.
- Quem se destacou na sessão e a repercussão do caso.