
Por Carlos Roberto Francisquini/com informações da imprensa oficial
Na manhã desta segunda-feira, o mundo católico se despediu de um dos líderes mais carismáticos e queridos da Igreja dos últimos tempos. O Papa Francisco faleceu aos 88 anos, no Vaticano. O anúncio oficial foi feito na Capela da Casa Santa Marta pelo camerlengo, cardeal Joseph Farrell.
Francisco, o primeiro Papa latino-americano e jesuíta da história, será lembrado por seu amor aos pobres, sua postura simples e seu incansável apelo por paz e justiça social. Sua última mensagem, lida na sacada da Basílica de São Pedro durante a bênção de Páscoa, revelou a essência de seu pontificado: esperança, vida e humanidade.
A Diocese de Jacarezinho manifestou pesar por meio de nota oficial, recordando as palavras do Papa: “A morte é o abraço do Senhor a ser vivido com esperança”.
Em oração, todo o clero, religiosos e o povo de Deus pedem que ele interceda agora do céu por todos nós.
A notícia rapidamente repercutiu em todo o mundo, com manifestações de pesar e homenagens vindas de líderes religiosos, chefes de Estado, e sobretudo do povo simples, a quem Francisco tanto amou e serviu. A Diocese de Jacarezinho, no norte do Paraná, emitiu um comunicado oficial expressando sua dor e fé diante da perda do Pontífice:
“Com esperança na Ressurreição em Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso bispo dom Antonio Braz Benevente, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas e todo o povo de Deus da Diocese de Jacarezinho pedimos ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno e que ele possa, desde o céu, interceder por todos nós!”
Na manhã de domingo, véspera de sua morte, o Papa apareceu na sacada da Basílica de São Pedro para a tradicional bênção Urbi et Orbi, na Páscoa. A mensagem, lida pelo Monsenhor Diego Ravelli, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, acabou sendo seu último pronunciamento público — e, como não poderia deixar de ser, foi um poderoso testemunho de fé, esperança e amor pela humanidade.
“Cristo ressuscitou! Neste anúncio encerra-se todo o sentido da nossa existência, que não foi feita para a morte, mas para a vida. A Páscoa é a festa da vida! Deus criou-nos para a vida e quer que a humanidade ressurja! Aos seus olhos, todas as vidas são preciosas!”
O Papa também se despediu com palavras firmes e comoventes sobre os desafios do mundo atual:
“Quanta violência vemos com frequência também nas famílias, dirigida contra as mulheres ou as crianças! Quanto desprezo se sente por vezes em relação aos mais fracos, marginalizados e migrantes!”
“Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir quotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade.”
Em sua despedida, Francisco pediu que a Páscoa fosse também um tempo de libertação, um apelo direto pela libertação de prisioneiros de guerra e presos políticos. E reafirmou, como sempre fez, seu compromisso inabalável com a paz:
“Estas são as ‘armas’ da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte.”
Primeiro Papa latino-americano e jesuíta da história, Francisco — nascido Jorge Mario Bergoglio, na Argentina — será lembrado por sua humildade, postura pastoral e coragem de conduzir a Igreja em tempos desafiadores. Assumindo o papado em 2013, após a renúncia de Bento XVI, marcou seu pontificado por gestos simbólicos, atenção aos pobres e marginalizados, e por uma reforma interna voltada ao essencial do Evangelho.
Ao longo dos anos, conquistou católicos e não católicos com sua linguagem simples, acessível, mas profundamente enraizada na fé cristã. Sua morte deixa um imenso vazio, mas também um legado de luz.
Rádio CirculandoFM