
Da redação
C.Roberto Francisquini
Se a campanha eleitoral para prefeito de Cambará anda tensa, o mesmo não se pode dizer para os candidatos a vereadores, pelo menos para os iniciantes. É o que revela alguns dos postulantes a uma cadeira no legislativo local que se lançaram candidatos pela primeira vez. Cris Liga afirmou que o eleitor está mais politizado e exigente. Para ela isto é ótimo. “O eleitor tem se mostrado mais preocupado com o futuro da cidade e, para eles, eleger representantes comprometidos pode ajudar na mudança do cenário” avalia.
O farmacêutico Moises Moraes (foto) é outro que identificou este tipo de comportamento do eleitor, mas revelou que ainda há alguns vícios. “Ouvi mais gente preocupada com propostas, com ideias para governar a cidade do que com reservas particulares, mas não posso negar que em alguns casos foi decepcionante o grau com que, mesmo que na sua minoria, o eleitor enxerga na política algo de interesse particular” ponderou.
Ambas as opiniões convergem em um ponto: a experiência adquirida. “Independentemente do resultado, tiro boas experiências da campanha, uma delas é que as pessoas, especialmente as mais carentes, ainda acreditam que as coisas possam mudar, depositam confiança na política. Cabe aos políticos atenderem essas expectativas”, resumiu Moises.
Outro Lado
Se para os iniciantes o quadro aponta para uma mudança de comportamento do eleitor, o mesmo não se aplica para os postulantes mais experientes. Dos candidatos que estão pleiteando a reeleição, por exemplo, o cenário é decepcionante. Os relatos dos políticos denotam para um festival de comércio de votos. Nenhum dos candidatos ouvidos pela reportagem quiseram gravar entrevista, mas afirmam que parte do eleitorado foi direto ao assunto e cobraram valores em troca de apoio. “Sempre ouvi dizer em compra de votos, não em venda de votos” afirmou um candidato a reeleição que pediu discrição.