
Guilherme Batista
do Bonde News
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) demitiu 26 técnicos administrativos, que teriam se utilizado de diplomas e certificados falsos para obter promoções irregulares na instituição e, consequentemente, aumento nos salários. O comunicado foi feito através da divulgação de uma nota na tarde da última quinta-feira (30).
A decisão também inclui o ressarcimento dos valores recebidos indevidamente pelos servidores. Outros dois funcionários terão que fazer a devolução de parte dos salários pagos de maneira irregular, mas não serão demitidos, já que frequentaram, posteriormente, cursos e aulas regulares. Há, ainda, o caso de outros dois servidores, que não vão sofrer sanções por já estarem aposentados.
A decisão foi tomada pela reitora da UEL, Nadina Moreno, após analise do resultado das investigações feitas pela Comissão de Processo Administrativo Disciplinar da universidade e pela Procuradoria Jurídica da instituição. Os órgãos apuram a situação desde janeiro deste ano, quando o caso veio à tona.
Segundo Nadina, os pareceres "não deixam dúvidas e comprovam o ato doloso, com má fé e para benefício individual" dos servidores. A decisão da reitora pode ser questionada pelos servidores demitidos. Cabe recurso. A apuração relacionada à fraude dos diplomas segue na Polícia Civil e no Ministério Público (MP).
A exoneração dos servidores será comunicada ao programa Paraná Previdência, que ficará responsável por tomar as medidas cabíveis contra os acusados. Na nota, a UEL lembra ainda que as investigações continuam, contra outro servidor ainda não punido, que teria sido mencionado pelos colegas como o agenciador do esquema.