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ROCK IN NORTE: CAMBARÁ FAZ BARULHO, HONRA OS PAIS E ENTRA NA ROTA DO ROCK DE VEZ
E se continuar nesse ritmo, o Rock in Norte vai deixar de ser apenas um evento local pra se tornar parada obrigatória no circuito nacional
11/08/2025 20h11 Atualizada há 11 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

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No último sábado, 9 de agosto, Cambará gritou alto. Tão alto que quem ainda duvidava do potencial da cidade no mapa do rock independente nacional provavelmente teve sua dúvida esmagada por riffs pesados, vozes rasgadas e uma comoção coletiva movida a distorção, suor e emoção. A 8ª edição do Rock in Norte não foi só um festival — foi um manifesto.

Com uma estrutura que mistura cuidado artesanal com a potência de um evento grande, o Rock in Norte provou que a paixão pelo rock, quando bem canalizada, não precisa de CEP famoso pra explodir. Ela só precisa de alma — e isso Cambará tem de sobra.

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TRÊS BANDAS, TRÊS SOCOS NO PEITO

A noite teve três atos e nenhum deles foi morno.

Banda Live By Night - Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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A Live By Night abriu o palco com a segurança de quem já conhece o terreno e sabe onde cutucar o público. Mandaram um setlist coeso, energético, sem freio.

Banda Nociva: Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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A Nociva veio logo depois, deixando qualquer dúvida no asfalto quente da praça: eles estão em plena forma. Técnica afiada, peso na medida certa e um carisma de palco que não se aprende em ensaio.

Banda Disruptores:  Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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Mas a grande surpresa da noite foi a Disruptores, que tocou na abertura do festival. Recém-chegada na cena, a banda formada por músicos locais subiu como quem quer mostrar serviço — e mostrou. Punk na atitude, stoner na pegada, e um vocal que parecia uma lâmina. Se o nome da banda é “Disruptores”, missão dada, missão cumprida. Eles romperam a calmaria e deixaram um recado claro: Cambará está gerando música nova. E ela não pede licença.

IZABEL PUCCI E A FORÇA DA MEMÓRIA

Izabel Pucci - Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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Entre um acorde e outro, veio o silêncio carregado de significado. Izabel Pucci, com presença de palco digna das grandes divas do rock, emocionou com uma versão crua e honesta de “The Best”, de Tina Turner. Sem efeitos, sem firula. Só voz, presença e verdade.

Antes de cantar, Izabel abriu o coração. Contou que o evento foi pensado como homenagem ao Dia dos Pais e dedicou sua performance ao pai, Helinho, figura lendária da cidade. “Ele foi minha maior inspiração. Estar aqui hoje é continuar um legado. Esse evento é por ele. E por todos os pais que, de alguma forma, ensinaram a gente a amar música”, disse ela, com a garganta trêmula e os olhos marejados.

Foi o tipo de momento que rasga a narrativa fria de um line-up e dá ao festival o que ele realmente precisa: humanidade.

UMA NOITE DE ROCK, FAMÍLIA E FUTURO

 

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Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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O festival não viveu só no palco. A área kids estava bombando — literalmente. Crianças correndo, brincando, gritando, num retrato perfeito da nova geração que cresce ouvindo guitarra no lugar de TikTok. Um lembrete de que o rock, ao contrário do que dizem por aí, não morreu. Ele só mudou de endereço — e agora mora em Cambará.

Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

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O Rock in Norte, ao chegar à sua 8ª edição, não é mais promessa. É realidade. E mais que isso: é resistência. Num mundo cada vez mais plastificado, pasteurizado e raso, ver uma cidade inteira se mobilizar por música verdadeira é quase um ato revolucionário.

O rock vive. Cambará pulsa. E se continuar nesse ritmo, o Rock in Norte vai deixar de ser apenas um evento local pra se tornar parada obrigatória no circuito nacional.

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