
C.Roberto Francisquini
O prefeito de Cambará, José Salim Haggi Neto (PMDB), precisa definir de vez a questão sobre a legitimidade de seu governo. Neto venceu as eleições com mais de 70% de margem sobre seu adversário João Mattar Olivato (PSC), no entanto a longa disputa travada na justiça para validar seus mais de oito mil votos minou a confiança de parte da população sobre a legitimidade de seu governo.
Neto foi diplomado e tomou posse sob o efeito de um mandado de segurança, tendo em vista que o processo que indeferiu seu registro de candidatura ainda não está concluído. Os advogados de Neto conseguiram convencer o Ministro Henrique Neves a dar prosseguimento no processo.
Neves é o mesmo Ministro que negou o prosseguimento por várias vezes e manteve a decisão da justiça cambaraense que indeferiu registro de candidatura da chapa liderada por Haggi Neto.
Com base na decisão do Ministro, Neto teria que esperar a validação dos votos que recebeu nas urnas. Como a contagem oficial fora marcada pela Justiça para o dia 11 de janeiro, prazo superior ao da diplomação (15 de dezembro) e posse (1º janeiro), o político ingressou na justiça com um mandado de segurança para lhe assegurar o direito de ser diplomado e empossado nas datas oficiais. Passado as formalidades que rege o ato, a situação política cambaraense não está totalmente definida, tendo em vista que o processo continua e, como revela o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Adalberto Xisto Pereira, dependendo da decisão do colegiado de Ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, os eleitores cambaraenses poderão ou não voltar às urnas.
Legitimidade - Com base neste impasse, o governo de José Salim Haggi Neto precisa ser legitimado de fato para aquietar os ânimos da população. Esta indefinição não é boa para a cidade que vive em dúvidas sobre o futuro político do município. Com a ventilação desta notícia de que o TRE poderá convocar eleições em 16 cidades do Paraná, incluindo Cambará, neste contexto, a situação fica ainda pior. Onde quer que se vá na cidade, não se fala em outra coisa e as dúvidas mais recorrentes são sobre a possibilidade de novas eleições na cidade. Boatos afirmam, ainda, que o prefeito estaria disposto a renúncia na tentativa de manter a ex-mulher, Claudia Batista, eleita vice-prefeita, como chefe do executivo municipal. Entendidos no assunto não veem chances de que a manobra dê certo, uma vez que, se a justiça eleitoral cassar o mandato de Haggi Neto, cassa a chapa toda.
Neto disse, em conversa informal, que está tranquilo diante do episódio e afirmou que espera que tudo seja resolvido o mais rápido possível. Ele acrescentou, também, que é para a população não dar ouvidos a boatos.
Até o momento não dá para responder com exatidão o que pode acontecer.
É esperar para ver.
Publicidade
