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Greve dos professores pode adiar início do ano letivo

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13/02/2017 às 10h41 Atualizada em 13/02/2017 às 10h46
Greve dos professores pode adiar início do ano letivo

     Da redação 


 

 

Marcado para iniciar na quarta-feira 15, o ano letivo da Rede Estadual de Ensino pode ser comprometido por uma nova greve dos professores. sexta-feira 10, o conselho do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (APP Sindicato), estava reunido em Maringá preparando para a assembleia da categoria que vai acontecer hoje, também em Maringá, com representantes de todo o Estado.

 

 

Segundo o presidente da unidade da APP Sindicato de Jacarezinho, professor Nilton Stain, a assembleia vai discutir três formas de protesto contra o governo. “Podemos fazer um indicativo de greve, marcar uma série de manifestações. ou mesmo, já marcar uma nova greve. Temos essas três modalidades de protestos para decidir na assembleia”, disse salientando ainda, que qualquer professor presente pode dar sua opinião, que será avaliada pela maioria. “Tanto a favor quanto ao contrário ou qualquer outra sugestão será ouvida”, disse.

 

Liminar


Um dos motivos de revolta dos professores contra o governo do Estado é alteração do sistema de distribuição de aulas que havia sido feita pela Secretaria de Estado da Educação. O sindicato conseguiu na Justiça uma liminar que suspende a resolução do governo que dava prioridade na distribuição de aulas aos professores que ficassem mais tempo nas escolas. Para o sindicato, a medida pune profissionais que tiraram licença saúde no ano passado e por esse motivo ficaram menos tempo nas escolas.

 

 

Com a liminar, ficam mantidas as regras anteriores, que favorecia os professores com melhor colocação no plano de carreira.

 

 

A resolução do governo já causou fechamento de alguns núcleos regionais da Educação, no início deste mês.

 

 

Esta semana, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, além do procurador-geral do Estado, Paulo Rosso, se reuniram com representantes do sindicato. Na ocasião, Rossoni pediu aos sindicalistas para não optarem pela greve e tornou a dizer que o governo não vai voltar atrás e que medidas severas estão sendo tomadas em várias áreas, não apenas na educação, para garantir o pagamento dos salários dos servidores públicos.

 

(Foto: Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

 

 

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