
Por Carlos Roberto Francisquini
Os próximos desfiles cívicos de Cambará terão presenças que prometem atrair tantos olhares quanto no último 7 de Setembro. O Clube de Desbravadores e o Clube de Aventureiros, ligados à Igreja Adventista do Sétimo Dia, já confirmaram que estarão na avenida para celebrar o aniversário da cidade. Se na Independência eles chamaram atenção pelo uniforme impecável e pela energia contagiante, agora chegam com ainda mais simbolismo: representar a juventude em meio à tradição e ao civismo.
Mas afinal, quem são esses grupos que vêm conquistando espaço e respeito por onde passam?
Criados e mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, os clubes têm uma proposta que mistura disciplina, espiritualidade e aventura. O Clube de Aventureiros acolhe crianças de 6 a 9 anos, enquanto o Clube de Desbravadores reúne jovens entre 10 e 15 anos. Apesar da ligação religiosa, ambos são abertos a toda a comunidade — sem distinção de credo, classe social ou origem.
Na prática, é como se fosse um escotismo com DNA próprio: os integrantes aprendem a montar acampamentos, preparar comida em fogueiras improvisadas, fazer amarras de madeira, lidar com primeiros socorros e encarar a natureza em trilhas, caminhadas e escaladas. Tudo isso temperado com valores bíblicos, patriotismo e senso comunitário.
O impacto vai além do visual. A filosofia dos clubes é combater o uso de drogas, álcool e fumo, além de incentivar disciplina, respeito e solidariedade. Em tempos de tragédias e calamidades, não é incomum ver jovens do movimento engajados em ações de ajuda humanitária e campanhas sociais.
No fim do dia, o que se constrói é um espaço para amizades duradouras e crescimento integral — físico, mental e espiritual.
Não se trata de um fenômeno restrito a Cambará. Hoje, os Desbravadores e Aventureiros estão em mais de 160 países, somando cerca de 2 milhões de participantes. Só no norte do Paraná, são aproximadamente 4 mil Desbravadores e 2 mil Aventureiros.
Em Cambará, o movimento já tem nomes e rostos:
No último desfile de 7 de Setembro, os grupos mostraram porque despertam tanta curiosidade: disciplina militarizada, passos firmes e um entusiasmo que arrebatou a plateia. Agora, no desfile de aniversário de Cambará, a expectativa é de repetirem a performance — saudando não apenas a pátria, mas também o espírito comunitário que os move.
Porque, no fim das contas, ser um Desbravador ou um Aventureiro não é apenas vestir um uniforme. É carregar uma filosofia que atravessa gerações e continua ecoando nas ruas — entre a fé, a aventura e o civismo.