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Tensão na BR-369: Cambará cobra reconhecimento de propriedades antes da reforma
Comerciantes e autoridades locais exigem que a União reconheça títulos de propriedade e reveja o projeto que prevê obras até 2027
07/11/2025 22h19 Atualizada há 8 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Kelly Marzenta - Advogada e proprietária da terreno localizado na BR 369 representa comerciantes - Fotos: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

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A reforma da BR-369, no perímetro urbano de Cambará, voltou ao centro das discussões locais. Em reunião realizada na Câmara de Vereadores, na tarde desta sexta-feira (07 de novembro) a Comissão Técnica de Integração Urbana (CTIU-369) cobrou da União o reconhecimento formal dos títulos de propriedade dos imóveis localizados às margens da rodovia, condição considerada essencial para avançar no diálogo sobre as intervenções previstas no trecho.

O projeto, que integra o contrato de concessão da EPR Pioneira, tem previsão de conclusão para 2027. Entretanto, o temor de desapropriações futuras mobiliza comerciantes e proprietários, que exigem garantias documentais antes de qualquer execução.

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Moradores cobram transparênicia da EPR. - "Cadê o projeto", - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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O ato público contou com ampla presença política. Estiveram no plenário o prefeito Walcir Joaquim (PSD), o vice-prefeito Gil dos Anjos (União Brasil), o presidente da Câmara, Marcio Albertini (PSD), além dos vereadores Marcos Roberto de Oliveira (PP), Cassiano Menezes (PV), Walmir Joaquim (PSD), Paulo Nunes (Bacana – PL), Jair Eletricista (MDB), Tânia Lima (PSD) e Francisco Peres (PP).

Representando o setor empresarial, a advogada Kelly Marzenta apresentou as preocupações da categoria e reforçou as principais reivindicações, a garantia do direito de propriedade e a execução de um contorno viário, que desvie o fluxo pesado de veículos, mantendo o traçado atual da BR no perímetro urbano.

Marcio Albertini - Presidente da Câmara de Vereadores de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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O vereador e Presidente da Câmara Marcio Albertini afirmou que o assunto está sendo levado muito a sério pelo governo local e que a Câmara está empenhada em encontrar a melhor solução. Marcio disse que a concessionária está convicta que vai concluir o projeto e que as conversas avançaram muito no objetivo de causar o menor impacto possível aos comerciantes que margeiam a rodovia. 

“O governo local está empenhado em resolver a questão com o menor impacto possível para os comerciantes”, afirmou Marcio Albertini, destacando que houve avanços no diálogo com a EPR e mudanças significativas no projeto original.

O momento mais intenso da reunião veio com a abertura da palavra ao público. Moradores e empresários expressaram dúvidas sobre os impactos econômicos e estruturais que a obra pode gerar após sua conclusão. A falta de clareza da concessionária quanto à apresentação do projeto final tem alimentado o clima de incerteza.

Fabio Sauer cobra transparência da concessionária - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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O procurador jurídico do município, Esli Arantes, ponderou que a prefeitura tem atuação limitada no caso, já que a obra é de responsabilidade da União e da concessionária.

Esli Arantes - Procurador Juridico da Preeitura de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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“O município acompanha de perto, mas as decisões principais estão nas mãos do governo federal e da empresa contratada, que afirma ter o contrato em plena vigência”, explicou.

Enquanto o impasse segue, Cambará tenta equilibrar desenvolvimento e preservação de seu tecido urbano. Entre reivindicações e promessas de diálogo, a comunidade aguarda respostas e, sobretudo, segurança jurídica antes que as máquinas entrem em cena na BR-369.

Comerciantes de Cambará participam de audiência Pública na Câmara de Vereadores de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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Não está descartada a realização de uma reunião em Brasília, na sede da ANTT, para discutir o assunto diretamente com representantes do governo federal e da concessionária.

 

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