ESPORTE Memória do Esporte
Como a Escolinha de Futebol São José, em Cambará, Formou e Impactou Gerações
Criada para atender crianças e adolescentes, a Escolinha São José transformou vidas e deixou um legado duradouro no futebol cambaraense.
19/11/2025 16h18 Atualizada há 7 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Escolinha de futebol São José - Foto: Arquivo Pessoal/Especial para o Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

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Em Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná, o apito da saudade voltou a soar forte nesta terça-feira (18). E o motivo é especial: relembrar uma das iniciativas esportivas e sociais mais marcantes da região entre 2004 e 2008 a Escolinha de Futebol São José, orgulho do Conjunto Habitacional São José e celeiro de talentos dentro e fora das quatro linhas.

Quem conta essa história é Claudemir Rufino, que publicou uma nota em sua rede social.

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Segundo o Repórter Mil, como é mais conhecido a garotada se dividia em três categorias: Sub-11, Sub-13 e Sub-15. Os treinos aconteciam religiosamente no Estádio Municipal João Pereira Lima, no alto da Vila Rubim, sempre nas segundas, quartas e sextas-feiras.
E quando chegava sábado, domingo ou feriado nacional, ninguém queria saber de descanso: era dia de amistosos por Cambará, pelo Norte Pioneiro e até pelo Sul do Estado de São Paulo.

“Era futebol, amizade, responsabilidade e alegria. A molecada esperava a semana inteira por esses jogos”, lembra Claudemir Rufino, o Mil, diretor de esportes do projeto.

Apoio que fez a diferença

Escolinha de futebol São José - Foto: Arquivo Pessoal/Especial para o Jornal Circulando

 

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Nos anos de ouro, a Escolinha São José contou com o apoio total da Prefeitura Municipal de Cambará. O então prefeito Mahamad Ali Hanze, o popular Mamede, foi peça fundamental para o sucesso da iniciativa. Seu filho, Fabiano Hanze, também fazia parte do projeto, colocando a mão na massa ao lado da comunidade.

A diretoria mostrava a força do trabalho coletivo:

Presidente: Celso Teixeira

Vice: Nestor Frediani

Diretor de Esportes: Claudemir Rufino (Mil)

Treinadores:

Sub-11: Marcinho

Sub-13: Marcos Antônio de Oliveira

Sub-15: Ismael Tomaz, o saudoso Miúdo

Mordomo: João Carlos de Oliveira, o Caio

Parceiros que vestiram a camisa

O esporte só acontece quando a comunidade acredita. E em Cambará não foi diferente.

A Paraná Norte Sementes, do empresário Sérgio Aparecido Ferreira, o Serginho, sustentou o projeto com materiais esportivos.

A Gráfica Romano, de Hélio e Reinaldo Romano, cuidava dos blocos de impresso e cartões do projeto.

Mil desta também o comércio local que sempre apoiou o projeto e citou a Zanon Calçados (Beto) — bolas, Farmácia Droganova (Sr. Osmar dos Anjos), medicamentos para os atletas e não dá para esquecer dele: João Luiz, o Cafu do Matsubara, massagista e auxiliar que dava aquela força indispensável.

Um fim marcado pela despedida de Mamede

Em 2008, após o falecimento do prefeito Mamede, o projeto perdeu o apoio que o mantinha firme. Sem o respaldo do poder executivo, a Escolinha São José encerrou suas atividades — deixando uma lacuna, mas também uma herança afetiva e social inestimável.

Mais que futebol: formação para a vida

O objetivo principal sempre foi claro: educar pelo esporte.
Mil e sua comissão acompanhavam de perto notas, comportamento e presença dos alunos nas escolas do município. Para muitos garotos, a Escolinha foi proteção contra maus caminhos — e um portal para a cidadania.

Hoje, aqueles meninos são pais de família espalhados por Cambará, pela região e até por outras partes do país. Levaram consigo disciplina, amizade, memórias e o amor pelo futebol.

Mil hoje segue nas ondas do rádio e guarda as lembranças na parede. 

Claudemir Rufino/Repórter Mil - Foto: Arquivo Pessoal/Especial para o Jornal Circulando

 

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Atualmente, Claudemir Rufino segue atuando no rádio, comandando seu programa esportivo e mantendo viva a paixão que o acompanha desde os tempos de escolinha.
Segundo ele, daqueles anos gloriosos restam imagens emolduradas e já desbotadas pelo tempo, penduradas na parede lembranças que funcionam como um lembrete silencioso de que tudo na vida passa, mas o que ficam são as boas histórias.

Saudade que bate como gol no ângulo

Escolinha de futebol São José - Foto: Arquivo Pessoal/Especial para o Jornal Circulando

 

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O tempo passou, mas a Escolinha São José permanece viva no coração de quem viveu essa história. Uma lembrança que ainda emociona e que merece ser celebrada como um gol de placa.

Porque recordar, como diz o velho ditado, é viver.
E em Cambará, viver o futebol sempre foi motivo de orgulho.