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No Vaticano, Sicredi apresenta ao Papa resultados do Programa A União Faz a Vida

Impacto da principal iniciativa social da instituição financeira cooperativa, com 5,3 milhões de alunos atendidos em quase cinco mil escolas, é apresentado ao Papa Leão XIV em Roma

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
08/12/2025 às 18h56 Atualizada em 10/12/2025 às 15h11
No Vaticano, Sicredi apresenta ao Papa resultados do Programa A União Faz a Vida
Marcello Zanluchi e Papa Leão XIV - Foto: Da assessoria

 

Por Carlos Roberto Frnancisquini/Com informações de Bárbara Pellizzon Pimentel

 

Há encontros que ultrapassam protocolos. No Vaticano, diante do Papa Leão XIV, o assessor de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Centro Oeste Paulista, Marcello Zanluchi, levou uma pauta que pouco se vê nas cúpulas financeiras e tecnológicas globais: a defesa de uma educação capaz de transformar realidades por meio da cooperação.

A ocasião não poderia ser mais simbólica. Durante o congresso “Intelligence Without Meaning or the Meaning of Artificial Intelligence?”, realizado de 17 a 20 de novembro na Pontifícia Universidade Urbaniana e no Parlamento Italiano, especialistas de mais de 150 universidades e instituições do mundo discutiram o impacto humano, não apenas técnico, da inteligência artificial. No centro dos debates, Marcello apresentou um contraponto essencial: antes da máquina, vem o humano; antes da inovação, vem a educação.

E, nesse caso, uma educação com sotaque brasileiro.

 

Uma conversa direta com o Papa

Em uma agenda reservada, Marcello foi recebido pelo Papa Leão XIV para apresentar o Programa A União Faz a Vida (PUFV), principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi. O pontífice ouviu atentamente os números: 5,3 milhões de alunos atendidos, quase cinco mil escolas envolvidas e 230 mil educadores formados no Brasil ao longo de mais de 30 anos.

Ao pontífice, Marcello entregou a mascote do programa, uma pequena abelha de pelúcia, símbolo da cooperação e o livro Olhares sobre a Educação, que comprova como o PUFV contribui para o ODS 4 da Agenda 2030, dedicado à educação de qualidade.

O Papa demonstrou surpresa e entusiasmo com a escala do trabalho. E deixou um recado simples, mas contundente:

“Continuem. As crianças e os educadores precisam da boa educação para construir um mundo de paz, justiça, fraternidade e cidadania”, relatou Marcello.

 

Haiti: onde a educação enfrenta a adversidade

Um dos capítulos centrais apresentados ao Papa foi a expansão internacional do PUFV, que há cinco anos se desenvolve em um dos contextos mais desafiadores do planeta: o Haiti.

Ali, entre os escombros de um país marcado por terremotos, instabilidade política, violência armada e severas limitações de infraestrutura, o programa encontrou terreno fértil na escola Institution Sacre Coeur de Jésus, em Porto Príncipe. O trabalho é sustentado por uma coordenação local comprometida e assessorias pedagógicas vindas do Brasil, atualmente de forma remota, devido ao fechamento dos aeroportos haitianos.

Os obstáculos são diários: internet instável, deslocamentos arriscados, falta de recursos. Ainda assim, o programa floresce. Mais de 25 docentes foram formados na metodologia cooperativa, orientados pelo Prof. Dr. Silvio Munari, impactando cerca de 300 crianças em quase 30 projetos que abordam saúde, nutrição, comunicação, cidadania e até prevenção ao alcoolismo entre jovens.

O depoimento dos educadores haitianos é quase unânime:
uma formação do PUFV equivale a quatro anos de capacitação tradicional.

Em um país que tenta se reerguer, educação ativa e cooperativa não é apenas uma metodologia, é resistência.

 

Um programa brasileiro que ganhou o mundo

 

A iniciativa da Sicredi Centro Oeste Paulista foi a primeira dentro do sistema Sicredi a levar o PUFV para além das fronteiras brasileiras, com apoio da Central PR/SP/RJ e da Fundação Sicredi. Para a instituição, o feito é motivo de orgulho e uma prova de que a educação cooperativa pode ser adaptada a qualquer realidade, como reforça Rogério Machado, superintendente de cooperativismo da Fundação Sicredi.

 “O Programa A União Faz a Vida planta em quem participa a semente da cooperação e da cidadania. Esses frutos acompanham toda a vida dos estudantes e das comunidades”, pontuou.

Com mais de três décadas de resultados, o programa se consolida como um dos maiores movimentos educacionais cooperativistas do país e agora, um exemplo global.

 

Além das fronteiras, uma mensagem

O encontro em Roma não foi apenas uma agenda diplomática. Foi um gesto que reafirma algo que o Sicredi vem defendendo há décadas: educação muda destinos e cooperação amplia esse alcance.

Em um momento em que o mundo discute o futuro da inteligência artificial, Marcello Zanluchi apresentou ao Vaticano uma tecnologia humana muito mais antiga e essencial - a capacidade de aprender juntos.

Uma mensagem que ecoa das salas de aula brasileiras às ruas desafiadoras de Porto Príncipe e agora, pelas paredes milenares da Santa Sé.

Porque, quando a educação atravessa fronteiras, é o mundo inteiro que se transforma.

 

Rádio CirculandoFM 

 

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