
Por Carlos Roberto Francisquini/Com informações de Jurandir Albonatti
As articulações políticas no Paraná começam a ganhar intensidade à medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima. Sem anúncios oficiais, mas com sinais cada vez mais visíveis nos bastidores, o nome do secretário estadual das Cidades, Guto Silva, passa a ser citado como um dos cotados para a sucessão do governador Ratinho Junior, que se encaminha para o fim de seu segundo mandato.
O avanço dessas especulações ganhou novo fôlego nesta sexta-feira (12), quando Guto Silva recebeu em seu gabinete, em Curitiba, o ex-governador do Paraná e ex-senador Álvaro Dias. O encontro, descrito por interlocutores como cordial e estratégico, teve como pauta central o futuro do Estado e projetos voltados ao desenvolvimento regional.
Embora ambos evitem declarações públicas sobre cenários eleitorais, a reunião foi interpretada por lideranças políticas como mais um indicativo de que as peças do tabuleiro começam a se mover. Álvaro Dias, figura histórica da política paranaense, tem sido mencionado em conversas reservadas como possível candidato ao Senado em 2026 — hipótese que, até o momento, não foi confirmada oficialmente.
Guto Silva, por sua vez, integra o núcleo mais próximo do atual governador e ocupa uma secretaria estratégica, com forte capilaridade junto aos municípios. Seu nome aparece com frequência em análises internas como alternativa de continuidade ao projeto político do grupo governista, especialmente pela visibilidade adquirida na articulação de políticas urbanas e investimentos regionais.
A ausência de manifestações formais não tem sido suficiente para conter a leitura política dos gestos. No Paraná, encontros como o desta sexta-feira raramente passam despercebidos. Em um ambiente marcado por cautela e cálculo, a antecipação de movimentos tornou-se regra entre lideranças que buscam espaço em um cenário ainda indefinido.
Enquanto Ratinho Junior mantém o foco na gestão e evita discutir sucessão, os bastidores seguem aquecidos. Se as conversas atuais resultarão em candidaturas ou alianças concretas, apenas o tempo e o calendário eleitoral, dirá. Até lá, reuniões discretas e silêncios estratégicos continuam sendo a principal linguagem da política paranaense.
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