Por Carlos Roberto Francisquini
Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), Paulo Leal, levou ao centro do debate legislativo a relevância do Programa Renovabio, considerado a mais importante política pública de descarbonização já implementada no país. O discurso ocorreu no mês em que se celebra o programa, instituído pela Lei nº 13.576, marco regulatório da política nacional de biocombustíveis.
Com tom institucional e foco econômico, Leal ressaltou que o Renovabio transcende governos e se consolida como uma política de Estado, ao reconhecer o produtor rural como agente estratégico da transição energética brasileira.
“O Renovabio não é um programa de governo, é uma política de Estado que valoriza quem produz com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.
O presidente da FEPLANA destacou ainda o comprometimento assumido pelo Brasil no cenário internacional, com metas de redução de emissões e neutralidade de carbono até 2050. Segundo ele, o setor sucroenergético, especialmente os plantadores de cana, desempenha papel central nesse processo, ao combinar produtividade, geração de renda no campo e redução da pegada de carbono por meio dos biocombustíveis.
Leal também reforçou que a previsibilidade regulatória trazida pela Lei nº 13.576 é fundamental para atrair investimentos, garantir segurança jurídica e estimular ganhos de eficiência ao longo da cadeia produtiva.
“O Renovabio cria sinais econômicos claros, remunera a descarbonização e dá ao produtor rural protagonismo em uma agenda que é ambiental, mas também econômica e social”, pontuou.
Ao ocupar a tribuna do Senado, a FEPLANA buscou reforçar junto ao Parlamento a importância de preservar e fortalecer o Renovabio como instrumento estruturante da política energética nacional, capaz de alinhar desenvolvimento econômico, competitividade do agronegócio e compromissos climáticos de longo prazo.
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