INSIDE ROCK & IDENTIDADE
Neto Moreira: rock, cinema e a liberdade de sonhar
Em entrevista à Rádio Circulando, o artista revisita sua trajetória, fala de projetos no audiovisual, da paixão pelo rock pesado e da influência decisiva da família e de Cambará em sua formação criativa
18/12/2025 22h27 Atualizada há 6 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Bene Moreira - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini 

 

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Há entrevistas que funcionam como manifesto. Outras, como confissão. A conversa de Benedito Moreira Neto ou simplesmente Bene, como é conhecido na cena cult de Curitiba, com o jornalista Roberto Francisquini, na manhã desta quinta-feira, na Rádio Circulando, foi um pouco das duas coisas. Ao vivo, sem filtros, Neto Moreira abriu o jogo sobre projetos no cinema, a paixão pelo rock pesado, a importância da família e a relação visceral com Cambará, sua cidade natal.

Bene Moreira - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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Filho mais velho de uma família de artistas, Bene construiu sua trajetória a partir de uma linha do tempo marcada por inquietação criativa. Na entrevista, ele costurou memórias da infância e da juventude com os caminhos que o levaram ao audiovisual e à música — territórios onde a urgência estética e a atitude sempre falaram mais alto do que fórmulas prontas.

Mas foi ao falar do pai, Benedito Moreira Junior, já falecido, que a entrevista ganhou densidade emocional.

“O Benê era um cara extraordinário. Ele sabia o que falar pra gente. Na dose certa, no momento oportuno. E nos deu liberdade para sonhar. Muito do que sou hoje, devo a ele”, disse, visivelmente emocionado.

O relato revelou não apenas a admiração filial, mas a origem de uma filosofia de vida baseada na escuta, no afeto e na autonomia criativa.

Bene Moreira - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

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Entre referências ao rock de peso, mais atitude do que pose, e aos novos projetos no cinema, Neto Moreira mostrou que sua arte nasce do atrito entre passado e futuro. Cambará aparece como ponto de partida, Curitiba como laboratório criativo e o mundo como horizonte possível. Nada soa nostálgico demais; tudo pulsa como obra em andamento.

A entrevista foi transmitida ao vivo pela Rádio Circulando e está disponível na íntegra no canal da emissora no YouTube, em youtube.com/@circulandoplay. Para quem busca entender como se constrói um artista sem abrir mão das próprias raízes, vale apertar o play.

 

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Rádio Circulando

www.circulandofm.com