Por Carlos Roberto Francisquini/Com informações de Carolina Gabardo
A concessionária EPR Litoral Pioneiro recebeu do Instituto Água e Terra (IAT) a licença ambiental que autoriza o início das obras de duplicação da BR-369, no trecho entre Jacarezinho e Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná. A expectativa é de que os trabalhos tenham início nas próximas semanas.
A liberação do documento representa um marco relevante no cronograma do projeto e destrava uma das etapas mais sensíveis do empreendimento, considerado estratégico para a logística regional. O trecho integra um importante corredor de escoamento que conecta os mercados do Sul e do Sudeste do país, com impacto direto sobre a competitividade econômica da região.
Segundo a concessionária, o licenciamento reforça o compromisso da EPR em cumprir rigorosamente os critérios socioambientais exigidos para a execução da obra. A duplicação foi planejada levando em conta as características técnicas do traçado e as demandas das comunidades do entorno, consideradas fundamentais para a viabilidade do projeto.
“A EPR Litoral Pioneiro se dedicou intensamente ao projeto de duplicação da BR-369. Além da complexidade natural do trecho, priorizamos a chamada licença social, promovendo o diálogo com a comunidade para compreender suas necessidades e realizar os ajustes necessários, sempre em alinhamento com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma Marcos Moreira, diretor-presidente da concessionária.
O processo de licenciamento ambiental envolveu três etapas principais, incluindo reuniões técnicas informativas, elaboração de estudos de mitigação e compensação ambiental, avaliação dos impactos sobre as comunidades locais e inspeções técnicas nos pontos que receberão as intervenções. De acordo com Moreira, apesar da complexidade, a tramitação foi concluída em aproximadamente seis meses, prazo considerado eficiente para projetos dessa magnitude.
A primeira fase da duplicação da BR-369 contempla 18,7 quilômetros entre Jacarezinho e Cambará. A obra integra o conjunto de investimentos previstos no contrato de concessão e tem como objetivo ampliar a capacidade da rodovia, melhorar as condições de segurança viária e reduzir custos logísticos para o setor produtivo.
Com a liberação ambiental, a expectativa do setor é de que a duplicação gere efeitos positivos não apenas na mobilidade regional, mas também na atração de investimentos, no fortalecimento da cadeia logística e na dinamização da economia do Norte Pioneiro paranaense.
Rádio CirculandoFM