
C. Roberto Francisquini
O Ministério Público do Paraná encaminhou a Câmara Municipal de Cambará, na tarde desta segunda-feira (29), um comunicado em que informa que a Promotoria da Comarca instaurou inquérito Civil sob o número MPPR – 0019.17.000269-5 com o objetivo de apurar a prática de nepotismo na gestão do Prefeito Municipal José Salim Haggi Neto envolvendo o casal Francisco Hideo Kuribayashi Júnior, lotado no cargo de Secretário de Administração, e Denize Pereira Campos Kuribayashi, lotada no cargo de Secretária de Finanças do município, por suspeita de violação do artigo 138 da Lei Orgânica municipal.
O MP apura o caso de suposta prática de nepotismo envolvendo o casal.
Caso fique caracterizada a prática de nepotismo, a promotoria deve entrar com um processo de improbidade administrativa contra o prefeito, o que pode afastá-lo de suas funções.
Um advogado ouvido pela reportagem afirmou com contundência que a Câmara de Vereadores tem a obrigação e o dever moral de ajudar na fiscalização e apuração do caso, mesmo que nenhum cidadão faça a denúncia formal no legislativo.
Outro lado:
A reportagem do Circulandoaqui conversou por telefone com o prefeito de Cambará, que cumpre agenda política em Curitiba. Haggi Neto informou que está amparado pela lei, alegando que, de acordo com uma súmula do Supremo Tribunal Federal, Denize e Francisco Kuribayashi, são agentes políticos e que por conta disso, não caracteriza crime. “Estou tranquilo e respeito o posicionamento da Promotoria de Justiça da Comarca”, completou.
Nota da redação:
O Nepotismo ocorre quando um agente público usa de sua posição de poder para nomear, contratar ou favorecer um ou mais parentes. No caso do casal Kuribayashi, mesmo que o casal não seja ligado diretamente à família do prefeito, o chefe do executivo deveria se atentar ao princípio da moralidade, para que, em hipótese alguma, abra margens a dúvidas quanto à administração do erário.
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