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Entre a crítica e a responsabilidade, Cambará redefine os rumos da saúde pública

Em entrevista à Rádio CirculandoFM, secretário de Saúde destaca convênio de R$ 960 mil com a Santa Casa, avanços na estrutura do Hospital Municipal e defende união da equipe para consolidar nova fase da saúde pública em Cambará

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
13/02/2026 às 14h54 Atualizada em 16/02/2026 às 20h58
Entre a crítica e a responsabilidade, Cambará redefine os rumos da saúde pública
Emerson Francisquine, Leandro Moreira e Izabel Pucci - Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

Na manhã desta sexta-feira, 13, o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira, foi à Rádio CirculandoFM para apresentar o que classificou como “um bom início de ano” à frente da pasta e sinalizar o que pode ser uma mudança estrutural no atendimento público local.

Ao lado da diretora do Hospital Municipal, Izabel Pucci, e do diretor da pasta da Saúde, Emerson Francisquine, o secretário adotou um tom confiante. O trio detalhou investimentos, metas e ajustes operacionais que, segundo eles, marcam o começo de uma nova etapa.

O principal anúncio foi o convênio firmado com a Santa Casa de Cambará no valor de R$ 960 mil. O acordo garante que gestantes do município possam dar à luz na própria cidade, uma reivindicação antiga das famílias, que até então precisavam se deslocar para municípios vizinhos.

Leandro Moreira - Secretário de Saúde de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

“Estamos entrando numa nova realidade na saúde pública de Cambará. Tudo está sendo feito com muito zelo, com muito respeito para atender as demandas e as expectativas da população”, afirmou Leandro Moreira. 

A declaração sintetiza o discurso da atual gestão: proximidade, eficiência e humanização.

Se o convênio simboliza o avanço político, a estrutura física ainda exige ajustes técnicos. Izabel Pucci explicou que o Hospital Municipal passa por adequações finais para obter as liberações oficiais da 19ª Regional de Saúde. Segundo ela, faltam apenas detalhes burocráticos e técnicos para que a instituição esteja plenamente apta a realizar todos os serviços previstos.

izabel Pucci - Diretora do Hospital Municipal de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

A fala da diretora sugere que o município busca não apenas ampliar o atendimento, mas fazê-lo dentro dos parâmetros exigidos pelos órgãos reguladores, um ponto sensível em tempos de fiscalização rigorosa e judicialização crescente da saúde pública.

 

Prevenção e união interna

Emerson Francisquine, por sua vez, ampliou o foco para além da estrutura hospitalar. Ele destacou as políticas públicas de prevenção de doenças e reforçou a ideia de trabalho coletivo dentro da secretaria.

Emerson Francisquine - Diretor da Secretaria de Saúde de Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando

 

“Somos um time e estamos juntos para melhorar o atendimento ao público, especialmente em situação de vulnerabilidade. Quem procura pela saúde pública precisa de atenção”, afirmou, em tom sereno, mas firme.

Francisquine também abordou um tema que extrapola planilhas e protocolos – o ambiente de pressão nas redes sociais. Para ele, é preciso distinguir crítica construtiva de ataques pessoais.

“Precisamos separar a crítica do ataque. Tem coisas que não saem como gostaríamos e receber crítica faz parte da circunstância. Agora, quando a pessoa passa a agredir os profissionais da saúde nas redes sociais, isso não é crítica. A crítica nos ajuda a resolver os problemas; a agressão não. A agressão, o ataque, só provoca tumulto”, frisou.

Ao final da entrevista, os convidados responderam perguntas enviadas pela audiência, em um gesto que reforça a estratégia de comunicação direta adotada pela pasta. Em cidades de porte médio como Cambará, onde a política se mistura ao cotidiano e a cobrança é personalizada, a exposição pública pode ser tão estratégica quanto arriscada.

Emerson Francisquine, Leandro Moreira e Izabel Pucci - Foto: Carlos Roberto Francisquini - Jornal Circulando

 

O que se desenha, por ora, é um esforço para reorganizar a rede municipal com investimentos pontuais, adequação técnica e discurso alinhado. Se a “nova realidade” anunciada se consolidará, dependerá menos das palavras e mais da capacidade de transformar convênios e promessas em atendimento efetivo — especialmente para quem mais depende do sistema público.

Em Cambará, a saúde volta ao centro do debate. E, ao que tudo indica, sob vigilância permanente da população.

 

Rádio CirculandoFM

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