AGRORURAL SUINOCULTURA & CLIMA
Mudanças climáticas impõem novos desafios à suinocultura e aceleram busca por soluções nutricionais
A elevação das temperaturas e as ondas de calor já impactam o desempenho dos suínos e pressionam o setor a adotar novas estratégias nutricionais, tema abordado por pesquisador da UFMG em livro lançado pela Novus.
19/02/2026 19h13 Atualizada há 4 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Foto: Crédito - Shutterstock

 

Por Carlos Roberto Francisquini/Com informações da Assessoria NOVUS

 

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O avanço das mudanças climáticas já deixou de ser uma projeção distante e passou a interferir diretamente no dia a dia da produção animal. Na suinocultura, o aumento das temperaturas médias e a maior frequência de ondas de calor vêm afetando o bem-estar, a saúde e o desempenho dos rebanhos, exigindo adaptações cada vez mais sofisticadas no manejo e, principalmente, na nutrição.

Segundo o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais, o ambiente térmico tornou-se hoje o principal fator limitante da produção suinícola.

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“O estresse térmico impacta diretamente o consumo de alimento, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo dos animais, com reflexos claros na produtividade e na eficiência do sistema”, explica.

Sensibilidade ao calor

Os suínos são particularmente vulneráveis às altas temperaturas por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas. Quando expostos a condições acima da zona de conforto térmico — que varia de 16 °C a 21 °C para matrizes e de 26 °C a 34 °C para leitões — os efeitos negativos surgem rapidamente. A depender da fase de vida, observa-se queda de desempenho, maior suscetibilidade a doenças e perdas reprodutivas.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas associadas ao estresse por calor chegaram a cerca de US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde as altas temperaturas são recorrentes, os prejuízos estimados variaram entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões no mesmo período.

“Além do clima, as fêmeas modernas são mais produtivas, geram mais calor metabólico e, por isso, tornaram-se ainda mais sensíveis às variações térmicas”, destaca o pesquisador.

Nutrição como estratégia

Diante desse cenário, a nutrição surge como uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos do calor. De acordo com Silva, ajustes nutricionais podem reduzir o efeito termogênico das dietas, como a diminuição da proteína bruta aliada ao uso de aditivos e nutrientes específicos. O objetivo é preservar a homeostase metabólica, proteger a saúde intestinal e manter o desempenho mesmo em ambientes desafiadores.

Essas estratégias estão detalhadas no livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, do qual Bruno Silva é um dos colaboradores. A obra foi lançada pela Novus, líder global em soluções de nutrição animal inteligente.

“A Novus tem papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. Esse livro é um marco na atualização e na difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados às fêmeas suínas modernas. É uma obra que deveria estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos”, afirma o professor da UFMG. “Participar desse projeto foi uma grande honra e uma oportunidade de compartilhar os trabalhos desenvolvidos na universidade.”

O livro pode ser baixado gratuitamente no site da Novus, ampliando o acesso de produtores, técnicos e pesquisadores a informações estratégicas para enfrentar um dos maiores desafios da suinocultura contemporânea: produzir mais e melhor em um mundo cada vez mais quente.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse - https://www.novusint.com/resources/download-new-book-nutrition-and-production-strategies-for-todays-sows/ 

 

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