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PARANÁ EM DISPUTA: Requião Filho mira Moro, ataca Ratinho Jr. e promete reestatizar a Copel
Em entrevista à Rádio Circulando FM, pré-candidato diz que combate à corrupção não basta, dispara contra privatizações e aposta em “ICMS zero” para incendiar a corrida pelo governo do Paraná
17/03/2026 21h48 Atualizada há 4 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
Requião Filho: Foto: da assessoria/Especial para o Jornal Circulando

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

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Em plena largada da corrida pelo Palácio Iguaçu, o pré-candidato ao governo do Paraná, Requião Filho, decidiu subir o tom. Em entrevista ao vivo concedida à Rádio Circulando FM, na manhã desta terça-feira (17), ele traçou uma linha clara de confronto com seus principais adversários e não poupou palavras.

O alvo mais direto foi o ex-juiz e senador Sergio Moro, apontado como seu principal oponente na disputa. Para Requião Filho, o discurso de Moro estaria limitado a um único eixo.

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“Combater a corrupção é a única bandeira de Sergio Moro. Mas o Paraná precisa mais que isso, precisamos de políticas públicas que vão ao encontro dos anseios do paranaense”, afirmou, sinalizando que pretende deslocar o debate para temas econômicos e sociais.

Mas não foi apenas o adversário direto que entrou na mira. O atual governador, Ratinho Junior, também foi alvo de críticas contundentes, especialmente pela condução da política de privatizações. Requião Filho acusou o governo de agir contra os interesses da população ao vender ativos estratégicos, com destaque para a Copel.

]“Vamos reestatizar a nossa Copel”, prometeu, em tom enfático, uma declaração que deve acirrar ainda mais o debate sobre o papel do Estado na economia.

A aposta no “ICMS Zero”

No campo das propostas, o pré-candidato tenta se diferenciar com uma agenda voltada ao pequeno empreendedor. Ele lançou recentemente a plataforma “ICMS Zero”, iniciativa que pretende mobilizar apoio popular para zerar o imposto estadual sobre mercadorias e serviços comercializados por micro e pequenas empresas no Paraná.

A ideia, segundo ele, é reposicionar o Estado como aliado de quem produz.

“Nós acreditamos que é preciso investir e acreditar em quem realmente gera empregos aqui no Paraná”, disse.

O raciocínio segue uma lógica clássica do liberalismo econômico aplicado à base produtiva: menos impostos, mais atividade econômica.

Requião Filho sustenta que a desoneração pode impulsionar o crescimento de negócios locais — aqueles que, nas suas palavras, “conhecem o cliente pelo nome” — e, por consequência, ampliar a geração de empregos. A proposta, no entanto, ainda deve enfrentar questionamentos sobre seu impacto nas contas públicas, especialmente em um estado que depende fortemente da arrecadação do ICMS.

Disputa de modelos

A entrevista revela mais do que críticas pontuais — expõe uma disputa de modelos para o Paraná. De um lado, a ênfase de Sergio Moro no combate à corrupção; de outro, a defesa de um Estado mais ativo na economia por parte de Requião Filho, com promessas de reestatização e incentivo fiscal.

No meio desse embate, a gestão de Ratinho Junior surge como alvo e parâmetro — criticada por um, defendida por seus aliados, e inevitavelmente transformada em termômetro do debate eleitoral.

A íntegra da entrevista está disponível no canal da emissora no YouTube, @circulandoplay — onde o pré-candidato detalha suas propostas e reforça o tom combativo que deve marcar sua campanha.

Se o início já é assim, a eleição promete ser menos sobre consensos e mais sobre visões opostas de futuro.

 

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