
Por Carlos Roberto Francisquini/Com informações da Assessoria de comunicação
Em um movimento que redesenha o tabuleiro político nacional, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, em dezembro deste ano, abrindo mão de entrar na disputa presidencial. A decisão, comunicada oficialmente por meio de nota à imprensa, encerra — ao menos por ora — as especulações sobre sua candidatura ao Palácio do Planalto e reposiciona o PSD na corrida eleitoral.
Segundo o comunicado, a escolha foi tomada após “profunda reflexão com a família”, na noite de domingo (22), e levada ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, na manhã seguinte. O gesto tem peso simbólico e estratégico: ao abrir mão da vitrine nacional, Ratinho Jr. reforça o compromisso com o eleitorado paranaense e evita o risco de deixar inacabado um projeto de governo que se consolidou como uma de suas principais credenciais políticas.
O cálculo político por trás da decisão
A leitura no entorno do governador é clara: sair agora poderia significar interromper um ciclo de crescimento que sustenta sua alta popularidade — estimada em 85% de aprovação. Permanecer, por outro lado, permite consolidar resultados e, sobretudo, construir um legado robusto, ativo valioso em qualquer ambição futura.
Sob sua gestão, o Paraná acumulou indicadores que o próprio governo trata como vitrines: liderança nacional em educação, redução consistente dos índices criminais ao menor patamar em duas décadas, recordes de investimento em infraestrutura e reconhecimento reiterado em sustentabilidade. Mais do que números, esses dados formam a narrativa que Ratinho Jr. pretende preservar intacta até o último dia de mandato.
PSD sem candidato — e com dilema
A saída de cena do governador na disputa presidencial cria um vácuo dentro do PSD. A sigla, que vinha ensaiando protagonismo nacional, agora precisa encontrar um nome competitivo disposto a encarar uma eleição altamente polarizada.
Ratinho Jr., porém, não abandona o projeto político maior do partido. No comunicado, ele se coloca à disposição para contribuir com uma agenda nacional que inclui redução da burocracia, endurecimento das leis criminais e fortalecimento do agronegócio — pilares que dialogam diretamente com seu eleitorado e com setores estratégicos da economia.
Do interior ao poder — e de volta às origens
A narrativa pessoal do governador também ajuda a explicar sua decisão. Nascido em Jandaia do Sul, de origem humilde, e criado em Curitiba após a mudança da família na década de 1980, Ratinho Jr. construiu uma trajetória que sempre buscou se afastar da imagem de político tradicional.
Agora, ao anunciar que pretende deixar a vida pública ao fim do mandato para assumir o comando do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho, o governador sinaliza um retorno às origens — e, ao mesmo tempo, mantém aberta a possibilidade de uma reinvenção futura.
Um passo atrás — ou dois à frente?
No curto prazo, a decisão retira um nome competitivo do cenário presidencial. No médio e longo prazo, pode ser interpretada como um movimento de cálculo frio: preservar capital político, evitar riscos e sair do governo com a imagem em alta.
Em política, recuos estratégicos costumam ter mais a ver com timing do que com desistência. Ao escolher o Paraná em vez do Planalto, Ratinho Jr. aposta que o poder, às vezes, está justamente em saber esperar.
Confira o comunicado à imprensa na íntegra!
RATINHO JUNIOR DECIDE CONCLUIR MANDATO NO PARANÁ
O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23.
Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil.
O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
Eleito com quase 70% dos votos válidos em 2022, Ratinho permanecerá pautando a sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, ao defender um estado menor e mais eficiente, que tem a educação como instrumento para melhorar a vida de jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces do Estado Democrático de Direito.
Carlos Massa Ratinho Júnior nasceu numa família humilde em Jandaia do Sul. Mudou para Curitiba ainda criança, onde o pai chegou desempregado na década de 80. A trajetória simples do governador permitiu que ele jamais fosse contaminado pelas benesses do Poder.
Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Júnior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.
Rádio CirculandoFM