

Da Redação
De forma geral, primeiro o felizardo satisfaz necessidades urgentes e alguns desejos mais simples, como a casa própria, um carrão e uma viagem a outro país, para depois avaliar melhor em como será empregada a sua nova fortuna. O dinheiro fica guardado em uma aplicação conservadora –como as atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário)– por um período de três a seis meses, dividido entre duas ou três instituições financeiras, até que chega o momento de resolver onde e de que maneira investi-lo.
“Certamente, a família não vai precisar da maior parte desses recursos no curto, no médio e no longo prazo. Então, recomendamos que seja feito um planejamento pensando mais nos herdeiros, para lhes deixar boas condições. Produtos de previdência são recomendados”,
Outra fatia fica em instrumentos tradicionais, como fundos de renda fixa, poupança ou títulos públicos, e ainda outra, em alternativas que apresentem rentabilidade maior e pouca oscilação, como os fundos multimercados.
O montante que garantirá a renda mensal do sortudo sai do rendimento de aplicações mais seguras, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário).
Todas as escolhas dependem, entretanto, do perfil do investidor, que pode até mudar depois do golpe de sorte.
“Em alguns casos, justamente por estar com a vida garantida, o cliente tem apenas interesse em manter o poder de compra dos seus recursos, não precisa buscar uma aplicação que lhe dê retorno muito elevado”, diz Sergio Manoel Correia, economista da LLA Investimentos. “Ou então é contrário: como possui uma sobra, dá-se ao luxo de arriscar um pouco mais.”
A fim de tomar a melhor decisão, ensina Correia, o sortudo deve analisar se tem estômago para suportar eventuais perdas e quais são os seus objetivos para a fortuna. “E, nesse ponto, a regra é a mesma para quem é dono de R$ 90 milhões ou de R$ 20 mil.”
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