Por Carlos Roberto Francisquini
Cambará testemunhou, no último sábado (11), uma expressiva demonstração de engajamento social com a realização de uma carreata em apoio à recém-criada Associação Mundo Autista. O evento, organizado pela nova diretoria da entidade, superou expectativas ao reunir um público significativo e chamar a atenção da população para a importância da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A iniciativa foi liderada por Ana Paula Peres Francisquinho e Daniele Gilioli, que, poucos dias antes, haviam anunciado oficialmente a criação da associação durante participação ao vivo na Rádio CirculandoFM. Ainda em fase inicial, o projeto já demonstra força e capilaridade, refletindo a adesão da comunidade a uma causa que, cada vez mais, demanda visibilidade e políticas de inclusão.
A carreata teve início na Praça Dr. Miguel Dinizo, de onde partiu pelas principais ruas e bairros da cidade. Ao longo do trajeto, veículos adesivados e apoiadores engajados despertaram a curiosidade e o interesse de moradores, transformando o ato em um importante instrumento de sensibilização pública.
O movimento contou também com a presença de autoridades municipais, reforçando o respaldo institucional à iniciativa. Entre os participantes, destacou-se ainda o envolvimento do Clube de Desbravadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, além de outras entidades que se somaram à mobilização.
Mais do que um evento pontual, a carreata simboliza o início de um trabalho estruturado. A Associação Mundo Autista já dispõe de um espaço físico definido para a instalação de sua sede, além da documentação necessária para funcionamento pleno. A proposta é oferecer suporte especializado a crianças diagnosticadas com TEA e às suas famílias, atuando como um ponto de acolhimento, orientação e inclusão.
Segundo a diretoria, novas ações estão sendo planejadas para ampliar o alcance da iniciativa e promover um debate contínuo sobre o autismo na cidade. O objetivo é claro: reduzir distâncias, combater o preconceito e construir pontes entre realidades que ainda convivem separadas pelo desconhecimento.
Em um cenário onde a informação ainda é um dos maiores desafios, a mobilização em Cambará surge como um exemplo de como a articulação comunitária pode transformar causas em movimentos concretos de mudança.