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Soja e milho impulsionam produção paranaense com estimativa de 39,1 milhões de toneladas

Dados são Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agric...

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Secom Paraná
30/04/2026 às 15h41
Soja e milho impulsionam produção paranaense com estimativa de 39,1 milhões de toneladas
Foto: Reprodução/Secom Paraná

A soja permanece como o grande destaque da safra paranaense, caminhando para a finalização de uma colheita robusta estimada em 21,7 milhões de toneladas, aponta a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) , divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento. Embora o volume seja ligeiramente inferior ao do mês passado, ele ainda supera o colhido no ciclo anterior. A área plantada consolidou-se em 5,75 milhões de hectares.

O milho também vem em um bom cenário. Embora a falta de chuvas das últimas semanas tenha mantido os produtores em alerta, o retorno das precipitações em todo Estado, nos últimos dias, mantém a expectativa de uma grande safra. Segundo o Deral, A primeira safra de milho foi finalizada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra, que é a maior delas, já tem previsão de colheita de cerca de 17,4 milhões de toneladas, para uma área de plantio que tende a ser a mais extensa dos últimos anos, com 2,9 milhões de hectares.

O analista do Deral Edmar Gervasio destaca que os resultados, tanto da soja quando do milho, não devem apresentar cenários com muitas mudanças. “A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, explica Gervasio.

BATATA– O boletim aponta que a batata primeira safra foi totalmente colhida. A segunda safra está a campo com 97% de área plantada e 33% da produção colhida. A colheita deve se estender pelos próximos dois meses.

TOMATE– O tomate primeira safra está com 85% da colheita finalizada. Já para a segunda safra, falta ser semeada cerca de 14% de área, sendo que a colheita já está em 36% da área total estimada. E a previsão é boa, conforme avalia o engenheiro agrônomo e analista do Deral Paulo Andrade. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, diz.

BOLETIM CONJUNTURAL– Além dos dados de safra, o Deral divulgou o Boletim Conjuntural desta última semana de abril, detalhando o comportamento das principais culturas do Estado diante de um cenário de revisões estratégicas e desafios climáticos recentes.

Em conjunto com as análises da soja, milho e feijão, o documento destaca fruticultura, com foco no kiwi, cultura que ganha relevância no Sul e Centro-Sul do Paraná. De acordo com os números no Estado, a fruta gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 20,7 milhões, com destaque para o município de Antônio Olinto.

O mercado mostra alto potencial de valorização, visto que o preço médio recebido pelos produtores em 2025 (R$ 11,89/kg) foi 50,5% superior ao da safra anterior. Atualmente, o Paraná tenta ampliar sua fatia em um mercado nacional ainda dominado por importações do Chile e da Grécia.

PROTEÍNAS- No setor de proteínas animais, o Paraná reafirma sua hegemonia na avicultura, consolidando-se como o maior exportador de carne de frango do país. No primeiro trimestre de 2026, as exportações paranaenses cresceram 7,7% em volume e 5% em faturamento, atingindo US$ 1,088 bilhão.

O Estado detém 42,3% do volume total exportado pelo Brasil e lidera também a produção nacional de ovos férteis para incubação, com 270,4 milhões de dúzias produzidas em 2025, uma alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário segue sendo com a queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca entre o leite e o farelo de soja subiu. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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