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Bancada Feminina e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher debatem estratégias para prevenir a violência política de gênero nas eleições de 2026
Parlamentares e conselheiras debateram ações para ampliar a participação feminina na política e enfrentar a violência de gênero no processo eleitoral.
08/06/2026 16h45
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

A Bancada Feminina da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidida pela deputada Mabel Canto (PP), reuniu-se nesta segunda-feira (8) com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM/PR) para debater formas de enfrentar a violência política de gênero no Paraná. Realizado no Salão Nobre, o encontro promoveu a troca de experiências entre parlamentares e conselheiras e buscou alinhar ações conjuntas para prevenir esse tipo de violência nas eleições de outubro de 2026.

As deputadas destacaram avanços promovidos pela Alep tanto na proteção dos mandatos femininos contra a violência política de gênero quanto na aprovação de leis voltadas à garantia dos direitos das mulheres. Já a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa e presidente do CEDM, Mariana Neris, apresentou iniciativas desenvolvidas pela pasta e pelo conselho em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para prevenir e enfrentar diferentes formas de violência. Ela também expôs um panorama da violência política de gênero registrado nas eleições municipais de 2024.

Durante a reunião, parlamentares e conselheiras discutiram medidas para ampliar a participação das mulheres na política, estimular o apoio às candidaturas femininas e combater fraudes relacionadas às cotas de gênero. "Agora é nos juntarmos ao Conselho, à Semipi, à sociedade organizada e ao Judiciário para fomentar a participação da mulher na política. A mulher precisa estar presente aqui para decidir os rumos dos direitos das mulheres, assim como de todos os demais direitos", pontuou Mabel.

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Avanços no Legislativo

Na abertura do encontro, Mabel relembrou que o novo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Alep, aprovado em setembro do ano passado, passou a classificar a violência política de gênero como conduta atentatória à ética e ao decoro parlamentar. A deputada também destacou a aprovação do Código Estadual da Mulher Paranaense e ressaltou a atuação da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, liderada pela deputada Cloara Pinheiro (PSD), no enfrentamento desse tipo de violência.

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Em seguida, a deputada Cantora Mara Lima (REP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alep, destacou o trabalho do colegiado na aprovação de legislações voltadas à proteção das mulheres. Ela citou o Projeto de Lei 129/2024, de sua autoria, que institui a política estadual de enfrentamento à violência política contra a mulher e que segue em tramitação na Assembleia.

A deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) lembrou a rápida aprovação do Projeto de Lei 27/2023, de autoria do Executivo, que instituiu o Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (FEDIM/PR), atualmente incorporado ao Código Estadual da Mulher Paranaense. A parlamentar também mencionou uma proposta de sua autoria, protocolada em março, que busca assegurar a participação de mulheres em processos administrativos relacionados a casos de abuso e violência de gênero.

Com a experiência de quem exerceu seu primeiro mandato como deputada estadual em 2023, a parlamentar Luciana Rafagnin (PT) refletiu sobre os avanços conquistados pelas deputadas mulheres na Alep. Entre as proposições citadas está a Lei nº 21.617, da qual ela foi uma das autoras, que prevê a implantação de salas para atendimento diferenciado de mulheres em situação de violência no âmbito da Lei Maria da Penha nas delegacias do Paraná.

Encerrando a rodada de falas, a deputada Maria Victoria (PP), segunda-secretária da Alep, elogiou a iniciativa conjunta e ressaltou a importância da representação feminina na formulação de políticas públicas voltadas às mulheres.

Representatividade e violência política

Mariana Neris também apresentou dados levantados junto às zonas eleitorais do Paraná durante as eleições municipais de 2024. O estudo identificou 46 casos de violência política de gênero distribuídos em 29 zonas eleitorais, além de 97 denúncias de fraude à cota de gênero.

Apesar dos desafios, a secretária destacou avanços na participação feminina na política paranaense. Entre 2016 e 2024, o número de mulheres eleitas nos pleitos municipais cresceu 42,65%, enquanto as candidaturas femininas aumentaram 16,34%. Ainda assim, a sub-representação persiste: dos 399 municípios do Paraná, 50 não elegeram nenhuma mulher para os cargos de vereadora, prefeita ou vice-prefeita nas últimas eleições municipais.

REUNIÃO DA BANCADA FEMININA COM O CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA MULHER (CEDM/PR)

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