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Usina Salto Caxias registra as maiores vazões do ano após chuvas na Bacia do Rio Iguaçu
Hidrelétrica atingiu pico de vertimento de 5,3 milhões de litros por segundo. Reflexos da cheia devem elevar a vazão nas Cataratas do Iguaçu ao lo...
02/07/2026 17h21
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Secom Paraná

A Usina Governador José Richa (Salto Caxias) registrou as maiores vazões do ano após as chuvas que atingiram a Bacia do Rio Iguaçu entre os dias 26 de junho e 1º de julho, exigindo a abertura gradual das comportas do vertedouro para escoar o excesso de água e estabilizar o nível do reservatório. Operada pela Copel, a usina fica em Capitão Leônidas Marques, no Oeste do Paraná.

Na noite de quarta-feira (1º), o vertedouro da usina chegou a liberar 5,3 milhões de litros de água por segundo. Ao meio-dia desta quinta (2), a vazão vertida já havia diminuído para cerca de 2,5 milhões de litros por segundo. Essas vazões não eram registradas desde outubro de 2025.

O vertedouro de Salto Caxias tem 14 comportas, capazes de liberar até 49,6 milhões de litros de água por segundo. Para efeito de comparação, essa capacidade corresponde a 33 vezes a vazão média histórica das Cataratas do Iguaçu – 1,5 milhão de litros por segundo.

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A previsão de chuvas para os próximos dias na região não indica volumes significativos, o que deve favorecer a redução gradual do vertimento. Já os efeitos da passagem da cheia começam a ser observados no trecho final do Rio Iguaçu. Ao longo desta quinta-feira, as vazões nas Cataratas do Iguaçu podem atingir patamares da ordem de 8 milhões de litros por segundo durante algumas horas.

Com a configuração do fenômeno El Niño, as previsões meteorológicas indicam precipitação acima da média para os próximos meses na região Sul, condição que favorece a ocorrência de novos episódios de aumento das vazões nos rios da Bacia do Iguaçu.

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A Copel reforça que, durante períodos de maior vazão, a população deve ficar atenta às variações do nível dos rios nas proximidades das barragens. Todas as usinas têm áreas de segurança com acesso proibido para embarcações, devidamente sinalizadas com placas e boias.

As vazões dos rios onde a Companhia opera reservatórios podem ser acompanhadas em tempo real na página de monitoramento hidrológico da Copel .