Domingo, 24 de Janeiro de 2021 15:19
43 9 9937 4574
INSIDE CRÍTICA

Em São Paulo, Coldplay atrasa e público atua para câmeras

Show com efeitos visuais deve integrar novo DVD da banda britânica

08/11/2017 13h54 Atualizada há 3 anos
Por: Carlos Roberto Francisquini
Em São Paulo, Coldplay atrasa e público atua para câmeras

Notícias ao Minuto


 

Com mais de uma hora de atraso, durante a qual o público tentou se distrair fazendo olas na arquibancada, os britânicos do Coldplay subiram ao palco de um Allianz Parque lotado na noite desta terça (7) para aquele que seria o primeiro de três shows pelo Brasil.


A demora havia sido justificada horas antes por um comunicado publicado nas redes sociais da banda: "Tivemos um problema com a importação de nossos produtos de pirotecnia e ainda estamos aguardando pela chegada do material no estádio".


Se para alguns artistas os efeitos especiais são meros detalhes, para o quarteto são artifícios de primeira necessidade. Especialmente para essa turnê tão visual, "A Head Full os Dreams", que se repete no país após espetáculos em 2016.


Como de costume, o show abriu com uma gravação de Maria Callas cantando "O Mio Babbino Caro", de uma ópera de Giacomo Puccini, e, depois, com a música que nomeia a turnê, acrescida do discurso final de "O Grande Ditador", de Charlie Chaplin.


Já via-se balões amarelos por toda a parte quando começou a sequência de hits com "Yellow", "The Scientist" e "Paradise". As xylobands, pulseiras de leds distribuídas na entrada do estádio, mudavam de cor conforme as melodias, formando cortinas de luzes sincronizadas. Confetes em forma de borboletas caíam do céu e jogos de lasers atingiam as arquibancadas. E mais confetes caíam pouco tempo depois.


A essa altura, Chris Martin já havia sacado uma bandeira do Brasil, a qual reverenciaria em agradecimento aos fãs brasileiros no fim da apresentação. Em raro contraponto à receita da megaprodução, dois blocos musicais mostraram arranjos mais intimistas com o quarteto em palcos secundários, dispostos em uma passarela central.


A primeira leva teve "Always in My Head", "Magic" e "Everglow", mas foi a segunda que roubou as atenções com o baterista Will Champion cantando sozinho pela primeira vez "In My Place". O show desta terça (7), assim como desta quarta (8) e os que devem ocorrer na Argentina, estava sendo filmado pelo diretor Mat Whitecross para o que especula-se ser um futuro DVD ao vivo, mostrando as últimas apresentações da turnê.


O anúncio da realização da filmagem tornou tudo menos natural. Fãs posavam para a câmera que os sobrevoava e atendiam feito marionetes aos constantes pedidos para pular e fazer barulhos.


Em um momento que aproxima o filme mais de uma ficção do que de um documentário, o vocalista interrompeu "Charlie Brown", que prometia euforia generalizada, e pediu para que os fãs não usassem seus celulares. "Depois vocês podem filmar tudo, mandar mensagens e tuitar", disse. A banda retorna ao Allianz Parque nesta quarta (8) e se apresenta na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no sábado (11), antes de encerrar a turnê com dois shows em Buenos Aires, na Argentina. Com informações da Folhapress. 

 

Publicidade 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias