
C.Roberto Francisquini
Fotos: Islan Vicente
Centenas de pessoas lotaram a sede do legislativo cambaraense no início da semana para ouvir das autoridades propostas de melhorias nas áreas ribeirinhas afetadas pela enchente que atingiu mais de duzentas famílias, na madrugada de 29 de outubro.
Passado mais de um mês daquela tragédia, pouco, ou quase nada foi feito para que as famílias ribeirinhas tivessem paz. Pensando nisto, a Câmara de vereadores local, encabeçada pelo vereador e presidente Walcir Joaquim (PSDB) e demais membro da mesa diretiva, marcaram uma audiência pública para tratar do assunto.
Em seu primeiro ato em apoio as famílias afetadas, a Câmara de vereadores destinou R$ 200mil, ou seja, parte do duodécimo para reforçar os caixas da prefeitura nas obras de limpeza dos rios e amparo aos atingidos pelas águas.
Durante a audiência pública, os moradores cobraram das autoridades mais empenho para resolver a questão.
José Salim Haggi Neto (PMDB), prefeito da cidade participou da audiência e levou todos os membros de sua equipe de governo no ato público. Padre Silvio Pawak, um dos símbolos de apoio aos afetados pela enchente, também participou da audiência.
Neto tentou explicar a situação e disse que fará o que for necessário para resolver o problema, porém, a falta de um planejamento estratégico para mostrar ao povo, gerou desconfiança dos presentes que chegaram a vaiar o chefe do executivo em alguns momentos.
A população ocupou todo o plenário e não poupou de criticas os discursos das autoridades.
Para o vereador e presidente da Câmara Walcir Joaquim, a ausência de um plano de ação para resolver o problema, preocupa. Para ele, o prefeito foi despreparado para a audiência pública e deixou mais dúvidas que soluções.
E não é para menos. Os discursos dos políticos se concentraram no campo da área jurídica para tentar encontrar a melhor forma de ajudar os afetados e pouco foi explicado sobre as ações de limpeza e conservação das áreas ribeirinhas. Os moradores cobram das autoridades medidas que possam garantir que novas catástrofes como esta não se repita.
No auge do debate o prefeito se ausentou da audiência o que irritou ainda mais os populares.
Uma moradora chegou a dizer que faltam criatividade e objetividade na atual administração pública local e que esperava ouvir das autoridades competentes, argumentos mais convincentes. “Tudo que se ouve falar é para levar ao promotor, como se a promotoria de justiça tivesse a obrigatoriedade de resolver os problemas da cidade que é uma exclusividade do executivo”, cobrou a moradora.
Ao final, formou-se uma comissão com 07 representantes dos moradores e mais os vereadores que se propuseram a acompanhar o processo de atendimento às famílias atingidas pela enchente.
Confira outras imagens da audiência pública no álbum abaixo.
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