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Governo e caminhoneiros fecham acordo para trânsito de cargas especiais

Caminhões com a adesivo da Defesa Civil poderão circular pelas rodovias transportando insumos hospitalares

Por:
25/05/2018 às 08h56
Governo e caminhoneiros fecham acordo para trânsito de cargas especiais

 

AEN

 


 

 

O Governo do Estado e lideranças do movimento dos caminhoneiros fecharam um acordo nesta quinta-feira (24) para possibilitar o trânsito de cargas especiais nas estradas do Paraná.

 

A partir desta sexta (25), caminhões com a adesivo de identificação da Defesa Civil poderão circular pelas rodovias transportando insumos hospitalares, produtos químicos, ração animal, alimentos para hospitais e penitenciárias, combustível para os serviços de segurança e de urgência e emergência, além de cargas vivas.

 

O acordo seguiu a orientação da governadora Cida Borghetti, que solicitou ao chefe da Casa Militar, coronel Maurício Tortato, que criasse um grupo de trabalho e realizasse a negociação com os representantes do caminhoneiros.

 

O encontro foi na sede da Defesa Civil, em Curitiba, e contou com a presença de integrantes do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil organizada.

 

“Chegamos a um acordo que permitirá suprir áreas essenciais de produtos necessários para a manutenção dos serviços”, comentou a governadora Cida Borghetti ao saber do resultado da reunião.

 

Ela também elogiou a postura dos líderes do movimento pela compreensão em relação à necessidade de trânsito de cargas prioritárias.

 

PEDÁGIO - Cida também determinou nesta quinta-feira que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (AGEPAR) estude da viabilidade da não cobrança de pedágio do eixo suspenso dos caminhões enquanto durar a crise de desabastecimento de combustível e o impacto que a não cobrança iria produzir nas tarifas.

 

PREVENTIVO - O coordenador executivo da Defesa Civil, major Antônio Hiller, afirmou que o acordo é uma medida preventiva, adotada para que não haja comprometimento do abastecimento de insumos essenciais para a segurança e a saúde da população paranaense.

 

“Os caminhões que farão o transporte dos itens serão identificados e os motoristas orientados a se identificar nos bloqueios. Eles também devem liberar a verificação dos produtos caso seja necessário.

 

Queremos que tudo ocorra de maneira amigável, como foi o encontro com as lideranças”, disse o major.

 

VÍDEO - Os representantes do sindicato que coordena a paralisação de caminhoneiros nas estradas paranaenses gravaram um vídeo com orientações aos colegas que participam da mobilização orientando para que todos colaborem na liberação dos veículos com as cargas essenciais.

 

O material está sendo divulgado nas redes sociais e pela rede Whatsapp do movimento.

 

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Paraná, Plínio Dias, pediu a ajuda de todos os manifestantes para que seja cumprido o acordo e disse que vai unir esforços para que esses caminhões circulem pelas rodovias do Paraná.

 

“Queremos manter a ordem, sem violência, não queremos prejudicar ningué e as cargas prioritárias serão escoltadas conforme combinado durante a reunião”, afirmou.

 

“Esse encontro foi muito importante porque nós lideranças das paralisações queremos ser atendidos, mas também devemos olhar para o outro lado da situação”, afirmou.

 

O representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, destacou que a reunião foi positiva, principalmente para garantir a circulação de produtos básicos.

 

“Houve um consenso pela liberação dessas cargas escolhidas.

 

É importante assegurar a passagem de cargas vivas e rações para a cadeia produtiva de animais para que não tenhamos maiores implicações, até mesmo ambientais e sanitárias ”, disse.

 

GRUPO DE TRABALHO – A negociação foi uma das primeiras atividades do grupo de trabalho instituído pela governadora Cida Borghetti para tratar de assuntos relacionados o funcionamento de serviços essenciais durante o movimento de paralisação dos caminhoneiros.

 

Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil, major Antônio Hiller, as ações estão sendo integradas no Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres.

 

“Estamos trabalhando para que as informações não fiquem dispersas. Por isso, integramos as prioridades e as estratégias e estamos compartilhando em tempo real com todos os interessados”, afirmou.

 

O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Maurício Tortato, destacou que o objetivo desse grupo é estabelecer estratégias e manter o diálogo para minimizar e diminuir os passivos sociais que possam decorrer desse movimento.

 

“O poder público atuará de maneira pontual, sem descaracterizar a manifestação, com o apoio da Procuradoria-Geral do Estado, na busca de soluções.

 

O Governo do Estado respeita o movimento, mas chama a atenção para pontos específicos considerados prioritários e essenciais para a vida em sociedade”, afirmou o coronel.

 

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