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| Leandro Filtre Bonacin é cirurgião dentista em Cambará
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Essa eu lí recentemente numa dessas postagens “facebookianas” e a autoria era de ninguém menos que Adolph Ritler. Mesmo não sendo verdade o fato que vou relatar, serve como uma parábola, para refletirmos.
Diz que em um determinado momento de uma profunda ditadura fachista, seu líder supremo estava reunido com seus assessores mais diretos, os quais rogavam-lhe uma maior complacência para com o povo, que deveria ter direito sobre saúde educação e qualidade de
| "Por mais maltratado que o povo seja durante a maioria do tempo, por mais que a população tenha até suas “penas” arrancadas pela administração pública, basta um pequeno agrado periódico para que essa mesma população eleja o tal administrador como o melhor de todos" |
vida. Evidentemente tais medidas prejudicariam as finanças da administração que houvera toda se voltada para a guerra. Todavia, o descaso com o povo geraria uma revolta social que poria em cheque a eficiência do sistema de governo. Neste momento o ditador pediu para que lhe trouxessem um pato (um animal vivo). Ele pegou o pato no colo fez um pequeno afago na cabeça e em seguida começou a arrancar-lhe as penas, uma a uma.... a dor e o sofrimento do animal era tanta que ele começou a se encolher, a se esquivar e tentar fugir do colo do ditador, que após retirar-lhe ao parte das penas soltou-o indo este refugiar-se em um canto escondido da sala. A seguir ordenou que lhe trouxessem um pouco de milho. Ele colocou o milho na palma da mão e começou a chamar o pato, que de pronto veio ao seu encontro, saboreando o punhado de milho em sua mão, como nada tivesse acontecido.
Assim acontece com a nossa sociedade. Por mais maltratado que o povo seja durante a maioria do tempo, por mais que a população tenha até suas “penas” arrancadas pela administração pública, basta um pequeno agrado periódico para que essa mesma população eleja o tal administrador como o melhor de todos, tal qual o pato com o ditador.
Fica aqui a reflexão, que, principalmente neste ano de eleição nós não façamos o papel de pato, não podemos nos contentar com os pequenos agrados eleitoreiros ou favores específicos e imediatos. Devemos analisar todo o período para que possamos fazer um sóbrio julgamento de quem merece um voto de confiança para gestar o dinheiro que é nosso!
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