Segunda, 06 de Julho de 2026
12°C 24°C
Cambará, PR
Publicidade

Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

Segundo especialista, governo terá de rever regras para continuar a fornecer serviços público e meio à crise

Por:
18/06/2018 às 10h40
Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

 


 

 

Tributarista do escritório Peixoto & Cury Advogados, Renato Faria diz que a equipe econômica precisará, em algum momento, rediscutir as renúncias fiscais para continuar a fornecer serviços públicos num cenário de restrição cada vez maior de recursos.

 

“Um dado importante é que o valor da renúncia fiscal que se estimava ter com desoneração da folha de pagamentos superava o investimento da pasta da saúde. Tudo isso quando temos um SUS [Sistema Único de Saúde] deficitário”, critica.

 

Além das desonerações, o advogado critica os sucessivos programas de renegociação de dívidas de contribuintes, apelidados de Refis, que representam perda de arrecadação por causa dos descontos nas multas e nos juros aprovados pelo Congresso.

 

“Nos últimos anos, muitas empresas passaram por dificuldades para quitar impostos, mas as renegociações sistemáticas nos últimos 15 anos premiam o sonegador e punem o empresário que paga os tributos em dia e tem a competitividade prejudicada”, reclama.

 

Tributarista do escritório Simões Advogados, Thiago Taborda Simões defende o aumento na fiscalização de contrapartidas por parte das empresas de setores beneficiados por regimes especiais.

 

“A fiscalização não deveria se restringir ao pagamento de impostos, mas também abranger o cumprimento das condições para receberem o incentivo, como geração de empregos, investimentos em tecnologia”, cita.

 

Segundo ele, a isenção de impostos no meio da cadeia produtiva não beneficia a sociedade. “Esse tipo de isenção bagunça o sistema tributário e cria distorções, porque o custo é assumido pelo setor seguinte da cadeia e repassado para o consumidor, que no fim é quem paga a conta no preço final”, acrescenta.

 

Parte dos benefícios fiscais foi diminuída em maio, para custear a redução de tributos para o diesel após a greve dos caminhoneiros.

 

No total, R$ 4,01 bilhões de desonerações foram revertidos da seguinte forma: R$ 2,27 bilhões da redução do Reintegra (programa de apoio a exportadores), R$ 830 milhões com a reoneração da folha de pagamentos, R$ 740 milhões com o aumento de imposto sobre preparados para a elaboração de refrigerantes e R$ 170 milhões com a revogação do regime especial de produtos destinados à indústria petroquímica.

 

A disposição em avançar na retirada de incentivos enfrenta resistência da equipe econômica.

 

Publicidade

Em estudo divulgado no fim do ano passado, a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) informou ser contrária à retomada da tributação sobre lucros e dividendos e à reversão parcial do Simples Nacional, regime especial para micro e pequenas empresas que fez o governo perder R$ 13,7 bilhões no ano passado.

 

Para a pasta, as medidas resultariam em elevação da carga tributária e reduziriam a competitividade do Brasil. Com informações da Agência Brasil.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cambará, PR
17°
Parcialmente nublado
Mín. 12° Máx. 24°
17° Sensação
0.9 km/h Vento
81% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h01 Nascer do sol
17h47 Pôr do sol
Terça
24° 13°
Quarta
25° 11°
Quinta
26° 10°
Sexta
28° 13°
Sábado
28° 16°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,00%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 347,631,27 -0,37%
Ibovespa
172,447,58 pts -0.93%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias