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CAPUTO RECOMENDA QUE O ELEITOR DISCUTA A BOA POLÍTICA

“É preciso que o povo de bem discuta a boa política, porque cadeira nenhuma vai ficar vazia”

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
17/07/2018 às 17h22
CAPUTO RECOMENDA QUE O ELEITOR DISCUTA A BOA POLÍTICA

C.Roberto Francisquini

 


 

O ex-secretário de Estado da Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto, é pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB. Ele esteve a frente da secretaria por mais de 7 anos no Governo de Beto Richa (PSDB). Desligou-se da pasta em abril deste ano atendendo a legislação eleitoral. Caputo é Farmacêutico e servidor público da Secretaria de Estado da Saúde desde 1985. Foi chefe de gabinete da Fundação Nacional de Saúde, chefe da Vigilância Sanitária Estadual, diretor geral do Centro de Medicamentos do Paraná e diretor dos Órgãos Produtores de Insumos e Imunobiológicos da Secretaria de Estado da Saúde. No Município de Curitiba, foi duas vezes Secretário Municipal de Saúde. Foi Secretário Municipal de Assuntos Metropolitanos. Nasceu em agosto de 1962. É natural de Maringá.

Caputo autorizou a reforma do Hospital Municipal de Cambará, uma obra orçada na casa de R$ 1milhão. Ele esteve recentemente no Norte Pioneiro costurando apoio político visando à campanha eleitoral. Em Cambará reuniu-se com lideranças locais, visitou postos de saúde do município e conversou com o público. Na ocasião, fez visita de cortesia à redação do Circulando e concedeu esta entrevista.

 

Circulando: Secretário, primeiramente é um prazer enorme recebê-lo aqui na redação do Circulando.

Caputo: Eu que agradeço Roberto Francisquini, é um prazer estar aqui.

 

“Nós fizemos em 7 anos e 3 meses quase 10 mil deslocamentos aéreo de pacientes em situação de risco”

Circulando: O senhor está visitando o Norte Pioneiro. Como se sente? Caputo: Vir ao Norte Pioneiro é sempre muito bom, pra mim é bastante nostálgico, porque meu pai e minha mãe, quando vieram da Itália, desceram em Santos, foram pra Ourinhos, e passaram por aqui e por vários municípios do Norte Pioneiro antes de se radicarem lá em Maringá, então tenho muitos amigos aqui, amigos que fiz na Secretaria de Estado da Saúde como o Secretário Diego Domingues, Prefeito Neto, os vereadores Tetinha, Raffaello, Zoinho. Ao meu amigo Claudio Frascati, que por sinal temos uma ligação próxima e, em fim, me sinto em casa.

E fiz algumas visitas importantes pelo Norte Pioneiro, e estamos finalizando essa passagem aqui por Cambará, dando sequência a um trabalho onde podemos avançar bastante na questão da saúde. Lembro-me de quando assumimos a Secretaria de Saúde, encontramos uma região muito necessitada, governos anteriores que não deram a devida atenção a essa região, em especial na área da saúde. Esta é uma parte do nosso Estado que historicamente deu importantes contribuições para o ciclo econômico, cultural e político pra história do Paraná. 

 

Circulando: Percebeu alguma mudança que mereça destacar?

Caputo: Sim, claro. Avançamos e muito. Em todas as regiões do Estado, trabalhamos com rede de atenção com capacitação e investimento em transporte, equipamentos, construção e reformas das nossas estruturas, mas falando de Cambará especialmente, vale destacar que nunca nos faltou a vontade e a concretitude de apoiar a cidade, obviamente eu preciso dizer, sem nenhum demérito a ninguém, mas que foi muito especial esse período do prefeito Neto. Neste pouco mais de um ano, quase um ano e meio, o secretario Diego e sua equipe de colaboradores que eu quero agradecer a todos e faço questão porque eu estive visitando a UBS do Ignes Panichi, São José e também a Unidade Básica da Vila Santana, mais não quero deixar também de fora os meus cumprimentos ao pessoal da UBS Central da Estação, do Centro e da Morar Melhor.

Nós conseguimos colocar equipamentos para melhorar o trabalho dos nossos servidores da saúde, e especialmente cuidar da população que precisa.

Foram investidos recursos em reforma nas UBSs, compra de equipamentos e, para nós isto é muito importante. Fizemos isto em todos os municípios do Estado.

 

“Fizemos uma política de saúde calcada no municipalismo, não deixamos município nenhum de fora dos nossos investimentos por nenhum tipo de questão”

Circulando: Foi assinado o convênio para reforma e reabertura do Hospital Municipal de Cambará... Caputo: Os vereadores Raffaello Frascati e Marcos Roberto me apresentaram uma reivindicação para a reforma que possibilitasse a reabertura do Hospital Municipal, um investimento de aproximadamente R$ 1 milhão. A boa notícia porque ainda na minha gestão nós conseguimos assinar o convênio com o prefeito Neto uma demanda que eu tenho certeza que os vereadores aqui presentes sempre tiveram esse compromisso, assim como o prefeito, que é de investir, reformar e modernizar o Hospital Municipal, um endereço importante na saúde cambaraense. Gostaria de destacar ainda que a pedido dos vereadores Marcos Roberto, Zoinho e Raffaello destinamos R$ 300 mil de dinheiro livre que foram revertidos principalmente para medicamentos e insumos quando teve a calamidade provocada pelas chuvas. Fizemos investimentos em nove veículos nesse período tão curto da gestão do Prefeito Neto.  Investimos também na capacitação das pessoas, por que as pessoas fazem a diferença e foi muito produtivo a parceria com essa cidade. Então tenho respeito muito grande pelos representantes políticos, técnicos na área da saúde e também pude presenciar algumas políticas importantes que implantamos que deram resultado.

 

Circulando: Por exemplo?

Caputo: Eu fiquei admirado com os números que o secretario Diego apresentou no ano passado.  Só para se ter uma ideia, foram 28 vezes que o helicóptero veio aqui para levar pessoas em situação de risco de urgência e emergência e, com certeza absoluta isso significou salvar vida de muitas dessas pessoas. Dá para dimensionar isto?

 

Circulando: Aliás, a decisão de disponibilizar a frota aérea do Estado para a Secretaria Estadual de Saúde pode ter sido uma das grandes obras realizada na gestão do governador Beto Richa. Como isto foi possível?

Caputo: Com certeza. Nós já fizemos em 7 anos e 3 meses quase 10 mil deslocamentos de pacientes em situação de risco.

Quando assumimos o governo em 2011, só tínhamos uma base aérea que ficava em Curitiba e a frota do Estado, com todo o respeito aos governos anteriores, nossas aeronaves estava apenas a disposição das autoridades com autorização expressa do governador da época. De imediato o governador Beto Richa colocou a frota a disposição da vida das pessoas, para transportar pessoas em situação de risco de urgência e emergência e também, para a capitação de órgãos e, por isso, nós somos o primeiro Estado em capitação de órgãos do Brasil. Chamo isto de política participativa. Depois disso fomos expandindo, fizemos uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal e avançamos neste serviço que considero de extrema utilidade para os paranaenses.

 

Circulando: Como é a estratégia para atender todos os 399 municípios? 

Caputo: Hoje temos cinco bases de helicóptero e duas de aviões UTIs. Nós temos bases de helicópteros em Cascavel que já fez mais de 1500 deslocamentos em três anos, temos em Maringá que há um ano nós instalamos a base noroeste e faz dois deslocamentos por dia e colocamos um helicóptero exclusivo para saúde na base norte em Londrina, que é o que atende essa região. E agora mais recentemente em março antes da minha saída conseguimos colocar mais uma base de helicópteros com equipamentos que não e só o transporte, tem capacidade de intervenção, com médicos, enfermeiros cujo os únicos limitante são as condições climáticas. Essa base está instalada em Ponta Grossa.

 

Circulando: Que balanço o senhor faz deste serviço?

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Caputo: Foram ao todo aproximadamente dez mil atendimentos que resultaram na diminuição de 23% das mortes de acidentes de trânsito, quase 10% em morte por AVC precoce, e significou a diferença entre a vida e a morte por que na medida em que você  transporta rapidamente e também faz isso com equipamentos e com profissionais preparados para essas situações, você estabiliza o paciente e consegue chegar aos hospitais de maior complexidade com mais rapidez, diminuindo o risco de morte do paciente. Instalamos e ampliamos o sistema de vídeo tape em que tudo é uma cadeia, não só o aparelho, mas um instrumento, uma ferramenta nesse processo todo. Organizamos o Samu regional que não existia, ampliamos em 70% o número de leitos de intensivos, leitos estratégicos. Apoiamos os hospitais que fazem a diferença, vocês sabem o que era o hospital de Santo Antônio da Platina? Agora tem UTIs tanto adulto, quanto neonatal, ortopedia. Ajudamos a Santa Casa de Jacarezinho, Santa Casa de Cornélio Procópio. Colocamos dez leitos de UTIs em Bandeirante com a nossa parceira, dona Carlota Meneghel, entidade que é muito bem dirigida pela sua diretoria executiva.

 

Circulando: E em Cambará, além da autorização da reforma do Hospital Municipal, o que o senhor pode destacar em investimentos na cidade?  Caputo: Aonde teve gente buscando parceria como o Neto, os vereadores, a competência do secretário Diego e sua equipe de produzir projetos dentro dos padrões sanitários, a gente fez os investimentos. São quase 1,1 milhões. Recentemente, um de meus últimos atos como Secretário de Estado da Saúde, foi repassar aqui para Cambará, equipamentos oftalmológicos que vão permitir em breve a realização de mutirões de cirurgias, aquelas de menor complexidade, mas que causam transtorno e dificulta o trabalho, o lazer, a renda e a qualidade de vida das pessoas. Em breve, segundo o secretário Diego, haverá a contratação de equipe de profissionais oftalmologistas. Temos ainda, um grande programa chamado Mãe Paranaense que seu principal objetivo é dar atenção especial as gestantes e aos recém-nascidos tem diminuídos a números animados o risco de morte materna infantil.

Graças a um programa como eu vi aqui nas unidades de saúde de Cambara, nós reduzimos o índices nunca visto. Nós salvamos 1086 mulheres em sete anos e três meses com o programa Mãe Paranaenses. Se tivéssemos fazendo a mesma coisa que fazíamos em 2010, nós teríamos perdido 1086 mulheres e crianças, então um programa exitoso porque temos parceiros tanto na área hospitalar, quanto no posto de saúde, onde começa todo o processo. Também investimos em medicação, fizemos muitas capacitações, por que eu volto a dizer, os profissionais de saúde capacitados, fazem a diferença, economizam, tratam as pessoas com mais humanismo e dignidade evita muito do vai e vem, referenciam de forma adequada e com isso quem ganha é o nosso povo, então os resultados estão ai, são inegáveis, por outro lado é necessário fazer mais e melhor, por isso eu aceitei esse desafio de transformar políticas de governo, em políticas de estado. 

 

Circulando: É um serviço que demanda muitos recursos, não?

Caputo: A vida não tem preço.

 

Circulando: O senhor foi o Secretário de Estado da Saúde que mais tempo ficou a frente da pasta, 2011/2018, é uma coisa inédita em se tratando de política. Como isto foi possível?

Caputo: Primeiro eu tive o respeito, a liberdade técnica, a lealdade e o comportamento político do governador do Estado. Juntos fizemos uma política de saúde calcada no municipalismo, não deixamos município nenhum de fora dos nossos investimentos por nenhum tipo de questão. Não consideramos a questão política partidária, ideológica que atrapalhassem o investimento onde as pessoas vivem. Respeitamos a democracia e as opções que os povos, as comunidades na cidade de escolherem seus mandatários. Penso que isto tenha sido um fator determinante para que conseguíssemos implantar um plano de governo que agregasse valor ao Paraná. Contornando isto, conseguimos alcançar os nossos objetivos. 

 

Circulando: Talvez seja por isto que seu nome surge com octanagem para a disputa eleitoral desse ano. Foi uma decisão particular?

Caputo: Uma adesão coletiva de vários atores importantes do movimento da saúde, porque eu não sou de um território, sou maringaense e acho que terei um desempenho melhor no meu novo projeto em Londrina, todo mundo sabe a rivalidade entre Londrina e Maringá, eu falo isso tendo em vista que Maringá é minha cidade querida, mas a minha causa ela não está territorializada, eu dou este exemplo pra mostrar que eu não trabalho com questão de bairrismo, eu trabalho com questão da saúde, e saúde não tem território, não tem como dimensionar, não tem como colocar em determinado lugar especifico, por isso que graças a Deus nosso nome vincula no estado inteiro e aqui no Norte Pioneiro tem a condição de ter atores importantes, vereadores, prefeitos, diretores de hospitais e representante do controle social dos conselhos municipais de saúde porque viram que a gente trabalhou aprovando a política pública nesses colegiados. Não fizemos nenhum tipo de tutela, mas também não somos omissos e com esse jeito de proceder com os profissionais, e os secretários municipais recebemos adesão muito grande, por que muitos desses profissionais, assim como eu sou da carreira na secretaria, presenciaram durante muitos anos, políticas que não tinham organização, não tinha planejamento, não respeitavam o municipalismo e tratavam aquele que politicamente faziam outras opções e, na democracia isso é muito legítimo, perseguindo as cidades e nós não só fizemos isso, como inclusive eu tenho apoio do prefeito do partido mais antagônico ao meu no aspecto político, porque mesmo nesses municípios podem identificar ações do estado na área da saúde.

 

Circulando: Quem é o prefeito:

Caputo: O prefeito Daniel, por exemplo, de Diamante do Norte. Ele colocou todo um setor de saúde pra nos ajudar na medida em que nos fizemos 5 milhões de investimentos em sete anos. Recuperamos duas unidades que não estavam concretizadas, inauguramos duas unidades, colocamos veículos com fizemos aqui em Cambara. Então pra nós a saúde não pode ser elemento de troca política, essa velha política cansou as pessoas, então essa minha pré-candidatura, essa corrida que eu tenho feito em todo o estado, eu tenho colocado alguns projetos que eu já penso em apresentar.

 

“Faço esse apelo para que as pessoas voltem e acreditem na democracia, a democracia não é perfeita, mas é o melhor sistema que tem”

Circulando: Com todo isto que está acontecendo na política nacional, os escândalos e siglas partidárias envolvidas até o pescoço em corrupção. Está me parecendo uma eleição em que o eleitor estará mais propenso a fugir das urnas. Isto não lhe preocupa? Caputo: Eu não digo que não seja verdade que as pessoas estão desinteressadas pela política, elas estão frustradas com a questão política, mas elas vão participar, a gente tem tido oportunidade de conversar, de pedir que acredite na democracia brasileira, porque tudo que está acontecendo, Roberto, é que as pessoas de bem, estão se afastando da política, deveria ser ao contrário, está havendo uma depuração do processo e tudo isso vai somar para fazer uma limpeza entre os candidatos. Então eu faço esse apelo para que as pessoas voltem e acreditem na democracia, a democracia não é perfeita, mas é o melhor sistema que tem. Eu estou assustado quando ouço pessoas direitas que ficam empregando práticas fascistas e ditatoriais que não levaram o Brasil pra lugar nenhum, e outros que parecem não ter memória, que não fazem autocritica com relação a tudo que seus dirigentes e principais lideres fizeram com esse país, então é preciso que o povo de bem faça esse ciclo virtuoso, que discuta a boa política, por que cadeira nenhuma vai ficar vazia. Se você votar nulo ou branco é um direito seu, agora que isso vai resolver que vai evitar que cadeiras sejam ocupadas, não vai. Isso é ocupado por votos válidos eu acho até que na medida em que as pessoas de bem formam opinião na sua comunidade, na sua família, na sua igreja, no seu clube de serviço, aonde elas são respeitadas profissionalmente como pessoas, como bons cidadãos, à medida que essas pessoas se afastam do processo, só vai favorecer quem está aí. Então esta é minha opinião, claro todo mundo tem o direito de ter outra opinião.

 

Circulando: E o cenário político deste ano está apontando para uma disputa acirrada entre a atual governadora Cida, o Ratinho Junior e o Osmar Dias. Dá para fazer um prognóstico desta disputa?

Caputo: Olha, penso eu, como todas as outras pessoas pensam, esta é uma eleição de dois turnos. Não vai mais acontecer o que aconteceu com o Beto Richa de ganhar as duas eleições no primeiro turno. Portanto é uma eleição que você tem uma articulação, uma aliança, agora e uma depois (segundo turno). Então é uma eleição em que esses três que foram citados, com certeza absoluta são os principais protagonistas desse processo, estão aí consolidando suas alianças que é importante e todos eles tem fortalezas e tem fragilidades. Hoje ainda está muito cedo, o quadro ainda está instável e eu acho que até a Copa do Mundo muda pouco, com crescimento provável da governadora Cida Borghetti na medida em que ela ainda era desconhecida por partes importantes de regiões do Paraná, de eleitorados importantes, mas que tem um grande articulador político que é o Deputado Federal Ricardo Barros, que foi um bom Ministro para a Saúde do Paraná. Por outro lado, o Ratinho tem um percentual e eu acho que o percentual dele é grande e significativo. Penso que o grande desafio do Ratinho Jr. é romper um teto que às vezes parece que está limitado. O Osmar Dias talvez hoje seja do ponto de vista das alianças, o que menos construiu em termos de partidos, de tempo, mas é um autor importante do processo. Acredito que depois da Copa a população vai começar a se interessar mais por essa discussão. As pesquisas vão mostrar isto.

 

Circulando: E o senhor, como pretende pavimentar sua candidatura?

Caputo:  Eu tenho uma causa, que é a da saúde, claro que não sou o único. Não vai ter um em sã consciência, ninguém que vá falar sobre a preocupação de ter saúde, mas nós já temos experiência, nos temos resultado, temos propósitos e eu ainda vou fazer mais e melhor, o necessário e possível. Nós deixamos de fazer coisas importantes, a nossa gestão esta longe de ser perfeita, agora eu conheço o quadro nacional, eu fui presidente do Conselho Nacional e secretário de saúde do Brasil e eu tenho certeza absoluta que quem não paga salário, quem não consegue investir nos municípios, não consegue colocar uma politica de incentivo pros hospitais. Quem não consegue estruturar uma rede de urgência e emergência com transporte aéreo, quem não consegue ter credibilidade pra buscar doação como à gente fez aqui e em outros investimentos, não consegue também manter governança e não consegue manter resultados. Então é preciso fazer mais, é preciso fazer melhor, é preciso ter capacidade, respeitar o planejamento das cidades e é isso que a gente fez e pretende continuar fazendo.

 

Circulando: Obrigado Caputo. Boa sorte e para finalizar deixe uma mensagem final para nossos leitores? Caputo: Olha, é uma felicidade estar aqui na redação da revista Circulando. Diria que todos deveriam ser bons cidadãos, porque a saúde, a violência, às vezes as pessoas criticam uma coisa aqui outra ali, mas a saúde é muito impactada pelo comportamento das pessoas, seja no trânsito e pela cultura da paz, pela intolerância. Então a gente precisa praticar a boa cidadania. Digo isto por que tive a oportunidade de ver UTIs em seis países da Europa, a diferença daqui não são os profissionais médicos, enfermeiros e nem os equipamentos de instalações, a diferença é o tipo de paciente que está lá. Aqui mais da metade está com violência, a violência do trânsito etc. Quero dizer a todos que procurem saber sobre a vacina da gripe, procure se vacinar por que o inverno tende a ser bem rigoroso, tudo que está ai é muito enganoso em termos de temperatura, a vacina é segura, em Cambará se vacina contra a dengue, é importante porque nós somos o primeiro lugar da América a vacinar contra a dengue. Nos 30 municípios prioritários como Cambará estão com 80% da cobertura, parabéns secretário. A todos os profissionais de saúde, a população e a vocês comunicadores e deixar ai meu abraço, fiquem com Deus, a fé também é extremamente importante. Eu sou daqueles que acredita que o homem tem livre arbítrio e consciência que Deus deu. Deus deu o direito até do homem não acreditar nele.

Então, fiquem com Deus. Obrigado.


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