

Marco Margutti
Entendo que a reforma do ensino médio veio com este propósito destacando como alicerce a flexibilização da grade curricular. O novo modelo permitirá que o estudante escolha a área de conhecimento para aprofundar seus estudos. A reforma proporciona uma parte que será comum e obrigatória formada pelas disciplinas: Português, Matemática e Inglês e a outra parte flexível.
Na parte flexível, que entendo ser a grande diferença, ou seja, de acordo com as sua aptidões os alunos poderão aprofundar seus estudos voltados para a realização dos seus sonhos, seja para seguir os estudos no nível superior, seja para entrar no mundo do trabalho.
Para tanto, vamos comentar como é o ensino médio na Coréia do Sul, que ocupa a 1ª posição entre os melhores países do mundo no quesito educação. Seu sistema de ensino médio é baseado no preparo dos cidadãos para o trabalho e faculdade. Levado muito a sério entre os alunos e familiares, pois o país tem cerca de 80% dos jovens em uma das 347 Universidades e mais de 97% dos estudantes completando o Ensino Médio todo o ano, maior taxa do mundo. O sistema de educação utilizado no país é dividido em 4 fases: ensino fundamental, ensino médio júnior, ensino médio sênior e faculdade, sendo obrigatórios a todos os coreanos as duas primeiras fases, dos 6 ao 15 anos.
Vale também comentar como é o ensino médio nos EUA, as turmas de high school, em geral, são separadas em três níveis: CP (college prep. – nível mais baixo), Honors (nível intermediário) e o AP (advanced placiment – nível mais avançado). Cada turma tem aulas com graus de dificuldades diferentes. Por um lado, é muito bom porque cada aluno pode aprender melhor, dependendo da sua experiência e do seu conhecimento. Mas, por outro lado, isso causa separação nos grupos. O modelo de ensino é bastante flexível, os alunos têm liberdade para escolher disciplinas com as quais tenham mais afinidade, a exemplo da Coréia do Sul. É possível estudar antropologia, direito constitucional e astronomia. O aluno pode focar mais matérias que gosta. Tem disciplinas que são bastante específicas e vão muito além das tradicionais física, química e biologia.
Pois bem, dá para perceber que a reforma brasileira do Ensino Médio está apontando para os melhores métodos mundiais.
Agora, com a palavra os educadores em geral, empresários ligados a área de ensino, tanto do médio, como do superior, entender e tomar as providências cabíveis.
Mas a questão não para por aí, no meu entender, com o andar dos acontecimentos, não será mais suficiente preparar nossos alunos com base nestas experiências bem sucedidas, mas sim, prepará-los, também, para enfrentar o mercado de trabalho ensinando-lhes: cidadania, comportamento ético e social, princípios essenciais de liderança, bem como, utilizarem a nossa mente que é composta por dois cérebros.
*Marco Antônio Ribeiro Margutti
É graduado em Administração de Empresas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos/FIO,
pós-graduado em Gerência de Cidades pela FAAP/SP e membro da Comissão Própria de Avaliação -
CPA das FIO como Representante da Comunidade.