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Precisamos evoluir, mas será que somos capazes?

A população anda cansada de demagogia, da precariedade de muitos dos serviços públicos colocados a sua disposição, e com a falta de oportunidades de desenvolvimento econômico e social

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
04/08/2018 às 13h04
Precisamos evoluir, mas será que somos capazes?

 

 

 

 

Homero Pavan Filho

 


 

 

Trago  ao debate com o querido leitor o tema da necessidade premente de elevar o nível do debate político no País, sem o que corremos o risco de vermos aumentar a cada eleição os movimentos antidemocráticos que pedem até, pasmem, a volta de governos militares.


É fácil entender o descontentamento da população perante a classe política, bastando para isso assistir às transmissões das sessões legislativas, seja em que esfera preferir, e a falta de respostas dos Poderes Executivos, seja no discurso, seja na ação administrativa e política.


A população anda cansada de demagogia, da precariedade de muitos dos serviços públicos colocados a sua disposição, e com a falta de oportunidades de desenvolvimento econômico e social. Muitas das queixas são justas, outras nem tanto, e é justamente nesse ponto que a elevação do nível do debate público entre os representantes do povo poderia contribuir. Elevar o nível de conhecimento do cidadão/eleitor é fundamental, inclusive, para a boa escolha dos candidatos em cada eleição.


Ocorre que o bom debate é penoso, trabalhoso, exige paciência e disposição. Muito mais fácil é levantar suspeitas contra tudo e contra todos, fazer acusações levianas a este ou àquele, pondo sempre em questão a moral, a honestidade e a ética do oponente. Esse estado de coisas vai minando a confiança dos cidadãos em seus representantes, e nos impele a um círculo vicioso em que perdemos todos.


Muitas das soluções pelas quais a sociedade anseia depende de fatores que nem sempre estão ao alcance dos políticos para resolver. Questões externas, especialmente na área econômica, muitas vezes tornam ineficazes medidas tomadas internamente. Da mesma forma, nos diferentes níveis de governo, há questões que o Prefeito pouco pode fazer se não houver mudanças legislativas dos entes superiores, Câmara e Senado Federal, e um tanto das Assembléias Legislativas. Ainda por este caminho, pouco pode um Presidente eleito com ampla maioria oposicionista, o que o leva a ter que abrir mão de parcela considerável de poder a fim de construir uma base parlamentar.


Todas essas questões dependem fundamentalmente do conhecimento, por parte do cidadão/eleitor sobre o modo de funcionamento de uma democracia, e da necessidade de escolhas coerentes nas eleições. E olhe que nem falamos ainda sobre Judiciário e Ministério Público, assunto que merece um texto específico. Até a próxima coluna...


Homero Pavan Filho - Jornalista. 

www.facebook.com/homeropavan

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