Ricardo Chicarelli

Com votos de 15 vereadores, foi aprovado, na sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (11), o projeto que inclui o artigo 165-A na Lei Orgânica do Município, que determina que ficam "vedadas a adoção, divulgação, realização ou organização de políticas de ensino, currículo escolar, disciplina obrigatória, complementar ou facultativa, ou ainda atividades culturais que tendam a aplicar a ideologia de gênero e/ou o conceito de gênero estipulado pelos Princípios de Yogyakarta".
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Vereador londrinense Filipe Barros, esteve na redação do Portal Circulando e comentou o assunto. "A ideologia de gênero é uma porta aberta para a pedofilia", frisou. |
O principal autor do projeto, vereador Filipe Barros, diz que a Câmara cumpriu seu papel. "É um avanço na defesa da criança e do adolescente de Londrina. A ideologia de gênero é uma porta aberta para a pedofilia e a sociedade londrinense não aceita a ideologia de gênero, como já se manifestou em diversas vezes", coloca. "Se tem alguém que propaga fake news e mentiras sobre o que seria gênero, esse alguém são justamente as pessoas que são contrárias ao meu projeto".
De acordo com a doutora em sociologia Lara Facioli, o projeto, em vez de promover um debate para discutir uma metodologia de ensino, tira esse conteúdo da escola e impede o professor de tratar disso. "Isso pode gerar um denuncismo sem tamanho. As pessoas podem perder o emprego, podem sofrer violência de diversos tipos. Isso tem um custo muito grande para o docente da sociedade de Londrina", afirma. "Tratar isso no espaço da escola é fundamental. E nós estamos atrasados. E isso tem uma implicação. Quando a gente aprova um projeto desse, a gente tira a possibilidade de tratar disso com as crianças, que encontram no espaço da escola o único lugar onde elas de fato podem ser ouvidas", aponta.