Invasões de terra passarão a ser tratadas como terrorismo
Assim que o novo Congresso tomar posse, em 1º de fevereiro, o Palácio do Planalto fará um grande esforço para convencer deputados e senadores a mudarem a lei
Por: Carlos Roberto Francisquini
16/01/2019 às 15h25Atualizada em 16/01/2019 às 15h28
A flexibilização da posse de armas, feita por meio de decreto assinado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, foi apenas o primeiro passo do novo governo para atender aos agricultores brasileiros, que clamam por mais segurança para produzir.
Assim que o novo Congresso tomar posse, em 1º de fevereiro, o Palácio do Planalto fará um grande esforço para convencer deputados e senadores a mudarem a lei relativa às invasões de propriedades rurais pelo MST (Movimento Sem-Terra), que foi criado em Cascavel e se ramificou por praticamente todo o País.
Segundo o secretário de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, a ideia é classificar as invasões como terrorismo, com penas mais duras para os envolvidos. "É um desafio desse governo mostrar ao Congresso Nacional que isso é uma coisa muito parecida com terrorismo, ou propriamente dito em alguma circunstância como terrorismo, e ter uma aplicação mais severa da lei", explicou. As informações são do Alerta Paraná.
Os produtores rurais formaram uma base de apoio fundamental para que Bolsonaro fosse eleito presidente e agora cobram uma recompensa. Garcia é um dos fundadores da UDR (União Democrática Ruralista), que se opõe às invasões de terras, e sua ida para o governo consolida os poderes do Ministério da Agricultura sobre a reforma agrária e a demarcação das terras indígenas.
Ele defende iniciativas de reforma agrária já em vigor que redistribuem terras classificadas como improdutivas para os pobres das áreas rurais. Mas argumenta que as leis devem ser respeitadas e as invasões pela força não devem ser toleradas.
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