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Renan Calheiros chamou Tasso para 'porrada', diz senado

Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Renan Calheiros (MDB-AL) batem boca no plenário do Senado Federal. Eles tiveram que ser apartados por outros parlamentares. Na discussão, Tasso gritou que Renan irá para a cadeia

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02/02/2019 às 11h19 Atualizada em 02/02/2019 às 11h24
Renan Calheiros chamou Tasso para 'porrada', diz senado

Fonte: Felipe Frazão, Renan Truffi e Fabricio de Castro, noticias.uol.com.br


 

Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

 

Um dos momentos mais tensos na tumultuada sessão de eleição do presidente do Senado desta sexta-feira, 1º, foi uma agressão verbal do senador Renan Calheiros (MDB-AL) ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), um dos que apartaram o bate boca, relatou que Renan passou por Tasso no corredor do plenário e disparou: "O responsável por isso é você, coronel, cangaceiro". Em seguida, segundo Randolfe, o diálogo ficou ainda mais agressivo. Tasso, que estava sentado, rebateu: "Você vai para a cadeia". Ao que Renan emendou: "Seu merda, venha para a porrada".


Em discurso ao plenário, Davi Alcolumbre (DEM-AP), aliado de Randolfe, disse que Tasso lhe deus muitos conselhos e agradeceu ao senador tucano. Mais cedo, o tucano abriu mão de ser candidato para fortalecer a articulação em torno de Alcolumbre.

 

Randolfe disse, porém, que o pior momento da sessão foi quando a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), partidária de Renan, tomou para si o controle sobre a pasta com documentos que ditariam as regras da eleição e não devolveu. "Triste, um feito deprimente para o Senado da República ter um documento da Mesa furtado. É o fundo do poço", afirmou Randolfe. "Renan perdeu a maioria na Casa. Uma minoria resistente não aceitou que o Brasil mudou e que tem uma nova maioria nesse Senado, e continua querendo impor sua vontade.

 

Segundo o senador, que participa da tratativa para um acordo, os aliados de Alcolumbre ofereceram aceitar que o voto fosse secreto, depositado numa urna, mas que em seguida os parlamentares declarassem ou não o voto, voluntariamente. Renan afirmou há pouco que não faz acordo contra o que está previsto na Constituição e no Regimento Interno do Senado - a regra diz que a votação é secreta.

 


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