

C.Roberto Francisquini
Uma paciente de Cambará ficou mais de doze horas esperando na garagem da Viação Garcia em Curitiba para voltar para casa, após passar por uma cirurgia no joelho na capital. Leila, mãe de Vivian Fernanda Silva (foto), moradora do Gonzaga relatou o caso. Para ela, “é desumano o tratamento recebido por sua filha”.
De acordo com os relatos da mãe, Vivian ficou mais de doze horas sentada com a perna esticada sobre uma cadeira e precisou de ajuda de terceiro para se alimentar, usar o banheiro e no embarque e desembarque do ônibus.
Esta é a realidade dos pacientes que vão a Curitiba em busca de tratamento de saúde.
O problema se agrava e se arrasta, a medida que a prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde evitam buscar uma solução para o caso. Diego Domingues, Secretário de Saúde, disse durante sabatina na Câmara de vereadores que o serviço atende aos anseios da maioria dos pacientes e, segundo ele, aprovam o transporte feito pela Viação Garcia. Mas a realidade para muitos dos que necessitam deste serviço pedem o retorno do transporte feito por vans.
Leila disse que sua filha embarcou em Curitiba com destino a Cambará, mas teve que fazer uma conexão com outro veículo em Londrina até chegar ao seu destino. “Imagina ela viajando com a perna naquela situação? Ter que desembarcar e embarcar novamente sem poder dobrar a perna. Estou revoltada por minha filha ter passado por esta situação vexatória e preocupada com o que outros pacientes estão passando desde que a prefeitura optou por este sistema de transporte”, enfatizou, “muitas pessoas tem medo de colocar a boca no trombone, eu não”, acrescentou.
A câmara de vereadores tem alertado de forma tímida sobre este problema, já a Secretaria de saúde alega que o serviço gera conforto aos pacientes e diz que a relação custo/benefício é satisfatório para todos, mas até agora não tornou público o quanto o município transfere à Viação Garcia para realizar este serviço.