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Família Vezozzo oferece estrutura da Rede Bourbon para ajudar o Brasil a enfrentar o coronavírus

“No que a gente puder contribuir, abrir para o atendimentos de pacientes e ajudar quem necessita, faremos isso”, informou Alceu Vezozzo Filho, CEO da rede hoteleira

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: C.Roberto Francisquini
24/03/2020 às 08h40 Atualizada em 24/03/2020 às 08h53
Família Vezozzo oferece estrutura da Rede Bourbon para ajudar o Brasil a enfrentar o coronavírus
Dr. Alceu Vezozzo Filho - CEO da Rede Bourbon de Hotéis & Resort

 

O empresário Alceu Vezzozo Filho, CEO da Rede de Hotéis Bourbon, adotou uma medida importante neste momento em que o Brasil se prepara para o pior. O filho do Grande Dr. Alceu Vezozzo, deu uma grande demonstração de solidariedade ao oferecer ao governo federal sua infraestrutura no combate ao novo coronavírus. A ideia da direção da rede é utilizar os hotéis espalhados por Brasil, Paraguai e Argentina como opção para ajudar na recuperação de quem for contaminado pelo vírus. A inciativa é nacional, mas pode atingir em cheio as necessidades pela falta de leito para pacientes nos hospitais das principais capitais do País.

A rede vai dispensar parte de seu quadro de funcionários e deixará a estrutura a disposição dos governos. “No que a gente puder contribuir, abrir para o atendimento de pacientes e ajudar quem necessita, faremos isso”, informou Alceu Vezozzo Filho, CEO da Rede de Hotéis Bourbon.

No total, o hotel tem cerca de 10% de ocupação total, somando todas as suas acomodações. Esse número podem cair nos próximos dias. “É o pior momento da história da rede hoteleira no País. Temos de ser maior do que isso e ajudar o Brasil neste momento tão difícil.Os hotéis estão prontos”, disse Vezozzo ao Estadão. Ainda, segundo o jornal, a previsão é utilizar setores de hotéis para acomodar os infectados. Isolar áreas, se for o caso. “Não quero prejudicar os poucos hóspedes que estão indo ao nosso hotel”, explicou. Mas o executivo sabe que poderá não ter mais hóspedes em pouco tempo. “Meus funcionários não estão capacitados para atender aos infectados, mas a infraestrutura sim. O Estado sozinho não vai conseguir nada. É preciso que todos se ajudem para superar esse momento”, completou o empresário, que tem 60 anos e está no grupo de risco de novo coronavírus. “É assustador lembrar disso”, confessou.

Com informações do Jornal O Estado de S.Paulo

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