
Há quem concorde com a atitude do prefeito de Cambará, José Salim Haggi Neto (MDB) de promover uma carreata pelas ruas da cidade para promover a divulgação das medidas preventivas contra o coronavírus na cidade. Mas há também uma ala que repudia o desfile realizado pelo prefeito, classificando de exagero desnecessário num momento em que se pedia reclusão e quarentena.
A comitiva do prefeito percorreu os bairros da cidade despertando atenção por onde passou, atraindo para a rua pessoas que deveriam estar dentro de casa, reclusas para evitar a propagação do covid-19, que até o final desta reportagem já havia vitimado mais de 40 pessoas no País e, que praticamente paralisou o comércio e a indústria brasileira.
Aos olhos do povo mais cético de Cambará, o prefeito pecou. Ele abriu uma brecha a dúvida sobre qual a real motivação da carreata. Para muitos internautas, Neto quis chamar atenção para si, uma espécie de publicidade particular em momentos de comoção social. Tudo pago com o dinheiro do contribuinte, é claro. O Prefeito simplesmente ignorou o próprio decreto que ele mesmo assinou para as pessoas ficassem em casa para evitar que o vírus se propagasse na cidade.
O circo publicitário que cercou a carreata, “tudo com as melhores das intenções”, despertou a ira na comunidade. Houve quem sugerisse que se “interditasse o prefeito”. Outros se questionaram – “ué, não era para ficar em casa?”.
Questionado, o Prefeito respondeu a nossa reportagem por aplicativo de whatsapp, e disse que este é um serviço de utilidade pública. “Faz parte do trabalho", escreveu o prefeito, "a própria comunidade estava cobrando essa ação, além disto, tem muita gente apoiando”, frisou.
No centro deste imbróglio, uma voz sensata chama atenção. Uma internauta quer saber o que o Prefeito e o Secretário de Saúde pretendem fazer quando o vírus chegar? “Eu estou preocupada, não sei qual a estrutura da secretaria da saúde pra essa situação", escreveu. Alguém poderia deixar mais claro isso?”, questiona.
Com a palavra, as nossas autoridades.