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“Em casa que não tem pão ninguém se entende e todos têm razão”

Empresários, comerciantes e profissionais liberais de Cambará defendem posicionamento do Presidente da República

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: C.Roberto Francisquini
27/03/2020 às 13h46 Atualizada em 28/03/2020 às 20h48
“Em casa que não tem pão ninguém se entende e todos têm razão”
Jair Messia Bolsonaro - Presidente do Brasil

 

 A narrativa do presidente Jair Bolsonaro de que há uma “histeria” de governadores e da imprensa na condução da crise envolvendo a pandemia do novo coronavírus encontrou eco  na sociedade cambaraense. Pelo menos é este o resultado de uma enquete realizada pelo Jornal Circulando que ouviu a opinião de diferentes segmentos da sociedade cambaraense e regional. A maioria entende que as medidas adotadas pelo presidente são assertivas, e para os que discordam, também entendem que é importante encontrar um equilíbrio.

Em seu pronunciamento, o Presidente Bolsonaro diz que os empregos devem ser mantidos.  “O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade” disse Bolsonaro.

O discurso do presidente gerou grande repercussão e contrariou boa parte da classe política nacional que defende o isolamento social e a imprensa não poupou nas críticas. 

“O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nossos queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”, disse o presidente.

 

 

  

Confira alguns posicionamentos.

 

 “Liberar a população para retornar às escolas e ao trabalho é uma atitude corajosa”

Ana Sinhorini - Professora  - PDG (Ex-governadora) do Lions Clube Distrito LD-6

 

“Muito boa essa sua iniciativa, pois acredito que ajudará muita gente a entender racionalmente a situação pela qual passamos. A princípio, o distanciamento social foi uma medida necessária para que todos, governos, autoridades da saúde, economistas, sociólogos, ...,pudessem tomar pé da situação, avaliando todas as possibilidades e consequências de cada atitude a respeito. Hoje, avaliados todas as situações já vividas, avanços na busca de medicamentos e vacinas, análise dos comportamentos assumidos nos diversos países afetados, respeitando-se as diferenças geográficas, climáticas, faixas etárias dominantes, ..., acredito que as autoridades que nos governam já podem sugerir ou mesmo determinar o que é melhor, mais viável e saudável para cada um de nós. A atitude de nosso Presidente Bolsonaro afirmando que precisamos retornar “à vida” observando as limitações necessárias, ou seja: isolamento social para os idosos e portadores de doenças que seriam agravadas com a contaminação, podemos entender como sendo a mais sensata. A outra parte da população retomaria seus afazeres mas não abandonaria os cuidados necessários de higiene consigo e também com todos com os quais precisarão estabelecer contato. Com essa medida, a economia não sofreria um colapso tão violento quanto o que nos aguarda se continuarmos na situação atual. As famílias teriam mais tranquilidade com o sustento dos seus e a classe médica teria mais condições de melhor atender e cuidar daqueles que realmente necessitam de socorro imediato. Sintetizando, podemos dizer que liberar a população para retornar às escolas e ao trabalho é uma atitude corajosa, mas que evitará o caos social, protegendo a maior parte da população de consequências drásticas dessa paralisação generalizada. É o que penso e são as orientações que seguirei” - 

 

 

 “O presidente está certíssimo"

Dê uma voltinha na rua do comércio e na avenida, conte quantas lojas fechadas, multiplique por 5, 6 ou mais de funcionários que essas lojas possuem. Será que essas lojas aguentam 1 ou 2 meses fechadas bancando salários, INSS, PIS, CONFINS, ICMS, férias, 13 salário, etc. Precisamos largar de politicagem e pensar em uma Cambará, um Paraná e um Brasil melhor.  Nós temos que produzir para matar a fome do mundo. O ex-ministro Delfim Neto em 1972 (?) no auge da guerra do petróleo já dizia que o Brasil é o único país no mundo que tem poder e capacidade de sustentar e matar a fome do mundo. Portanto tem que abrir comércio sim, mas não esquecendo de que cada um faça sua parte, sua obrigação. Nos bancos e correio há fila está lá fora e entra 1 ou 2 de cada vez e todos respeitam. Porque não fazer desta maneira no comércio todo? Não seria uma forma de preservar o emprego dessas pessoas? Tenho mais de 60 anos e tenho minhas obrigações com minha empresa e estou ciente do que eu posso ou não fazer, se cada um pensasse desta maneira tudo seria diferente. Infelizmente nosso pais não está tão preocupado com o Coronavírus é sim preocupado em perseguir o presidente”. 

  A.M - Empresário em Cambará.

 

“O que eu sei é que há um grande problema vindo pela frente e que precisamos enfrenta-lo”

Almir Del Padre - Engenheiro Agrônomo em Cambará 

“A situação é complicadíssima, eu não tenho todas as informações para formar um conceito sobre isto. Mas o cenário aponta que nós podemos ter dois tipo de isolamento o horizontal e o vertical. Até aqui, foi optado pelo isolamento horizontal. Ou seja, todo mundo se isola, mas eu acho que há alguns excessos, pois promover o isolamento sem casos confirmados de circulação do vírus é no mínimo estranho, mas como sou leigo e com tantas informações desencontradas é difícil falar com exatidão sobre o tema. O que eu sei é que há um grande problema vindo pela frente e que precisamos enfrenta-lo. Então eu não sei se esse isolamento horizontal não vá causar mais problemas, é preciso informar como está a distribuição de alimentos. Tenho a informação de que alguns setores já não contam com matéria prima e isto é preocupante. Se a roda não rodar, eu sei onde isto vai chegar e não precisa estar vivendo uma pandemia para saber que o caos irá ser instalado. O presidente está propondo um isolamento vertical, ou seja, isola os grupos de risco e os demais segue a vida normalmente. Tem sentido, mas são teorias e o que é difícil é o jeito que ele fala e o impacto que causa a fala dele. Ele está muito bem assessorado, a equipe dele é muito boa, a gente não sabe o que está por de trás disto. Resumindo, eu não acho errado o posicionamento do Presidente. O que eu penso é que tudo deva estar casado com todos os setores. O que não pode é como está agora, governo federal pensando numa linha, o estadual em outra e o municipal em outra e no meio disto tudo a população que não sabe a quem seguir”

 

 

 

Apoio e tolerância

Angélica Cordeiro - Diretora do Departamento de Indústria e comércio e Tecnologia de Cambará 

“Não concordo com o pronunciamento,  na minha opinião bem inadequada a um líder... Pois bem,  cabe a cada um de nós respeitar a opinião alheia e  sermos conscientes que toda tomada de decisão tem os pontos positivos e negativos... que este momento que estamos passando faça com que cada pessoa reflita o que realmente importa na vida e que acima de tudo possamos contar uns aos outros como apoio, que sejamos mais tolerantes com o próximo”

 

 

 

 

 

 

 

 

“Em casa que não tem pão ninguém se entende e todos têm razão”

Fabio Rodrigues Ferreira – Engenheiro Agrônomo em Cambará  

 

 

O momento é difícil, e como sempre falo aos meus “não existe uma só maneira de fazer a coisa certa” e, portanto, a decisão seguem a mesmalinha. Acompanho o presidente Bolsonaro no seu posicionamento :

 

 

1) Isolamento vertical, ficam isoladas somente as pessoas de risco que são as pessoas com mais de 60 anos ou com doenças que possam ser agravadas pelo Covit-19.

2) A economia tem que girar, comerciante, profissionais liberais, autônomos...,se não forem do grupo de risco tem que trabalhar para sustento de suas Famílias e paz do nosso Brasil, pois “Em casa que não tem pão ninguém se entende e todos têm razão”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Sem emprego será outra pandemia”

“Penso que devemos encarar o problema, resguardar as pessoas do grupo de risco, ninguém quer que percamos um ente querido por conta da doença, mas temos que ser responsável e entender que sem emprego, sem dinheiro para abastecer as famílias, especialmente as mais humilde, será outra pandemia”.

F.R.B – Engenheiro Agrônomo

 

 

“Temos que tratar o vírus com respeito”

Luiz Eduardo Nassif Antunes – Empresário em Cambará 

 

 

 

“Concordo parcialmente! Por um lado o perigo é eminente e temos que tratar o vírus com respeito, mas por outro não podemos deixar de pensar nas milhões de famílias que estão sendo impactadas com a diminuição da economia, sendo assim o melhor a fazer é tomar as devidas precauções e na medida do possível, o quanto antes, voltarmos ao trabalho. E é bom lembrar que é hora de se reinventar nos negócios!”

Luiz Eduardo Nassif Antunes – Empresário em Cambará 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“O difícil é defender a quarentena quando o armário já está vazio”

 

Acassio Eduardo Exposto – Comerciante em Cambará 

“É fácil defender a quarentena em uma casa confortável, com TV, PC, armário cheio, sabendo que se não trabalhar vai haver salário. O difícil é defender a quarentena quando o armário já está vazio e que se não trabalhar não tem salário, trabalha de manhã pra comer de noite e o filho tá pedindo iogurte”,

Acassio Eduardo Exposto – Comerciante em Cambará 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Informação correta, prudência e diálogo sensato forma uma boa receita neste momento de crise” 

Marcus Rogério Muchagata -  Empresário da Cambará Bombas Diesel.

“O assunto é muito sério. E é uma pena que exista uma briga de interesses políticos num momento que se pede tranquilidade e bom senso.  Todos nós estamos preocupados com vírus. Estamos diante do desconhecido. Não sabemos o que pode acontecer e não queremos que mais famílias sofram por conta da pandemia. Estamos diante de algo novo, estranho e perigoso. Mas que é preciso enfrenta-lo. Temos que ter sabedoria para entender que caminhando paralelamente a esta crise, há centenas de milhares de pessoas que estão a margem da própria sorte, correndo o risco de perder o emprego. Não estou diminuindo a gravidade da pandemia, estou apenas contrapondo a um problema sério que precisa de decisões sábias.  Nós aqui na empresa tiramos as  pessoas de risco, não demitimos, apenas alocamos e fizemos algumas mudanças interna e estamos trabalhando com número reduzido de pessoas.  As coisas não podem parar, nem pode haver desabastecimento, isso é grave. As transportadoras ontem pararam, não está vindo peças e isso é preocupante para nós, como é preocupante para o dono do mercado, da farmácia. No nosso caso, estamos em fase final de colheita e plantio. A agricultura é responsável por manter nossa economia de pé. Temos que dar o suporte aos produtores. E os caminhões de leite que atendemos? Não pode parar. Estamos atendendo os casos prioritários na tentativa de contribuir  com nossos parceiros neste momento difícil e mesmo com pessoal reduzido. A nossa equipe está dando o melhor pra atender. Agora, na minha opinião é possível enfrentar o problema, informação correta, prudência e diálogo sensato forma uma boa receita neste momento de crise”.

 

 

“O Presidente, embora tenha falado daquele jeito, acertou, no meu entendimento” Marcio Albertini

Marcio Albertini – Vereador em Cambará.

“Nós estamos em uma situação que não podemos criar pânico. Diante deste cenário cabe as nossas autoridades buscar a melhor solução. Nós já conhecemos o nosso inimigo e os seus pontos fortes e fracos. Acredito que com um bom monitoramento da crise seja possível enfrentar a situação. Porém temos que estarmos alinhados. O Presidente, embora tenha falado daquele jeito, acertou, no meu entendimento. Não se trata de desdenhar do vírus, trata-se de enfrentar a situação com coragem, planejamento e muita prudência”, Marcio Albertini – Vereador em Cambará.

 

 

 

 

 

 

 

 “Há uma cortina de interesses políticos por trás desta tragédia"

Luís Dias – CEO do Grupo Certano de Cambará

“Estamos diante de um cenário muito perigoso que exige atitudes fortes. O Presidente mostrou o seu posicionamento, não diminuiu a gravidade da pandemia, mas foi direto ao ler o panorama que se instala no nosso país caso não seja tomada uma decisão agora. É preciso enfrentar, combater, prevenir o vírus, mas é preciso também garantir a sobrevivência de milhares de famílias que já sofrem os impactos da crise. Nós aqui da Certano, por conta de trabalhar com alimentos, já temos um protocolo de higienização rigoroso, mas mesmo assim aumentamos os cuidados. Ao todo temos mais de 300 funcionários, alguns deles estão no grupo de risco, e para estas pessoas, decidimos promover o afastamos das atividades, é precaução, resguardo, valorização destas pessoas. O Brasil e o mundo já estão sofrendo com os muitos casos de óbitos por conta da pandemia. Mas também estamos sofrendo ao ver que há uma cortina de interesses por trás desta tragédia protagonizada pela classe política que insiste em trabalhar contra o nosso país. O Presidente está preocupado com pandemia e também com as centenas de milhares de famílias que correm o risco de ficar desempregadas. A desesperança também é uma forma de morte. O que eu desejo é que tudo isto passe, mas enquanto isto, nos unamos na prevenção e no combate a doença. Então, sugiro que cuidemos das pessoas que estão no grupo de risco, as protegendo do perigo, mas que lutemos para manter as pessoas empregadas, manter firme e forte o nosso comércio, nossa indústria e, sobretudo, a nossa esperança”.

 

 

OBS: O Jornal Circulando encaminhou a enquete ao Prefeito José Salim Haggi Neto e ao  Vereador e Presidente da Câmara Raffaello Frascatti, ambos do MDB, mas até o fechamento desta reportagem eles não haviam se manifestado.

 

Leia a íntegra do pronunciamento do Presidente do Brasil 

Desde quando resgatamos nossos irmãos em Wuhan na China numa operação coordenada pelos ministérios da defesa e Relações Exteriores surgiu para nós o sinal amarelo. Começamos a nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde ele chegaria ao Brasil.

 

Nosso ministro da saúde reuniu-se com quase todos os secretários de saúde dos estados para que o planejamento estratégico de enfrentamento ao vírus fosse construído.

 

E desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para o atendimento de possíveis vítimas.

Mas o que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa. Assim fizemos, contra tudo e contra todos.

 

Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com grande numero de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país.

 

Percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós.

 

O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado.

 

Devemos sim voltar à normalidade.

 

Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.

 

O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine.

 

Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde.

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão.

 

Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o hospital Albert Einstein, em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19. Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédio fabricado no Brasil e largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e à artrite.

 

Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença. Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros técnicos e colaboradores que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam.

Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos de viver nesse novo Brasil que tem, sim, tudo para ser uma grande nação. Estamos juntos, cada vez mais unidos.

 

Deus abençoe nossa pátria querida.

 

 

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