
O comerciante Douglas Schiavo informou na manhã desta segunda-feira (25) que protocolou na Câmara de Vereadores o requerimento que pede a redução dos salários dos nove vereadores, dos atuais R$6mil para um salário mínimo.
O objetivo, segundo o documento protocolado na Câmara, é “repelir e/ou moralizar a função de ocupantes de cargos eletivos citados, não recaindo os representantes na “busca de dinheiro fácil”, e sim, que os cargos sejam ocupados por cidadãos que desejam realmente contribuir com a melhoria e a mudança para melhor do município de Cambará”, enfatiza.
Caso passe pelo crivo da maioria dos nove vereadores, o projeto passa a valer para a próxima gestão.
O requerimento conta com quatro páginas e pede ainda o fim das diárias que são liberadas pela mesa diretiva aos vereadores para que possam fazer cursos realizados geralmente na capital do Estado.
Assinaturas
Douglas disse hoje que colheu mais 1.300 assinaturas da comunidade que aprovam a iniciativa, mas estranhamente disse que não vai anexar o abaixo assinado ao requerimento.
“Coletamos 541 assinatura pela petição online e mais de 800 escritas, mas nenhuma vai ser apresentada, não vou expor ninguém com nomes e documentos”, disse, “essas assinaturas estão aqui guardadas”, afirmou.
Pau que bate em Chico, não é o mesmo que bate em Francisco
Douglas iniciou sua batalha pela redução dos salários dos vereadores com a frase “Pau que bate em Chico, bate em Francisco”, numa forma de contra argumentar a entrevista dos vereadores Marcio Albertini e Walcir Joaquim, que fizeram duras críticas a gestão de José Salim Haggi Neto no programa Circulando, há duas semanas.
Os vereadores criticaram o prefeito atribuindo a sua gestão o fato de o comércio está sendo fechado pelo Ministério Público por não atender as mínimas condições de enfrentamento ao coronavírus.
Um dia depois da publicação, Schiavo usa novamente as redes sociais para dizer que os vereadores Zoinho, Marcos Tetinha, Raffaello Frascati, Cris Liga, Rogério Frutuoso, Jair Eletricista e Gil dos Anjos, são exemplos de vereadores, o que gerou desconfiança por parte dos eleitores de que o comerciante estaria agindo para beneficiar um determinado grupo político.
Cadê a lista que estava aqui?
Douglas disse que além da petição online, distribuiu em alguns pontos do comércio de Cambará, uma folha para a coleta de assinaturas dos comerciantes e população em geral.
Em uma das empresas em que a lista fora deixada, uma cena impensada acabou por acontecer. De acordo com relatos de populares, um familiar de vereador simplesmente resolveu dar fim a lista, sendo impedido pelo dono do estabelecimento.
Douglas confirmou o episódio.
“Infelizmente aconteceu, mas não precisamos expor ninguém, acredito que ele deve ter se arrependido”, disse sem revelar a identidade do pai preocupado.
O documento está nas mãos de Raffaello Frascati (MDB), atual presidente da Câmara (foto) que deve analisar o pedido e, cabe a ele, se dará prosseguimento para análise no plenário da casa ou se manda arquivar.