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UENP ATENDEU A MAIS DE 100 MIL PESSOAS EM BARREIRAS SANITÁRIAS NAS DIVISAS

A ação é desenvolvida nas divisas de Santana do Itararé, Carlópolis, Ribeirão Claro, Jacarezinho, Andirá e Sertaneja

18/07/2020 11h36 Atualizada há 5 meses
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Tiago Ângelo
A bolsista Luana Ribeiro Pedroso da Luz, do quarto ano de Fisioterapia da UENP, durante aferição de temperatura na barreira sanitária de Ribeirão Claro
A bolsista Luana Ribeiro Pedroso da Luz, do quarto ano de Fisioterapia da UENP, durante aferição de temperatura na barreira sanitária de Ribeirão Claro

 Mais de 110 mil pessoas foram atendidas em abordagens realizadas pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) nas barreiras sanitárias nas divisas do Norte Pioneiro até quinta-feira, 16. O trabalho, que era apenas educativo nos primeiros meses de atuação, agora inclui a realização de triagem e aplicação de testes para detecção da Covid-19. A ação é desenvolvida nas divisas de Santana do Itararé, Carlópolis, Ribeirão Claro, Jacarezinho, Andirá e Sertaneja.

A atuação nas divisas teve início no final de março e faz parte de um conjunto de ações que estão sendo desenvolvidas pela UENP em parceria com a 18ª e 19ª Regionais de Saúde, através da Chamada 09/2020 da Fundação Araucária. Desde então, foram abordados mais de 65 mil veículos, dentre caminhões, carros e motos. Do total de pessoas atendidas, 165 apresentaram algum tipo de sintoma da Covid-19.

O coordenador das ações nas divisas, professor Rui Gonçalves Marques Elias, conta que no mês de junho, todos os bolsistas que atuam nesta frente de trabalho participaram de uma capacitação. Na ocasião, além do treinamento, receberam os materiais com os quais passaram a trabalhar nas divisas, como oxímetro que contribui para a verificação da doença, termômetro, e também o teste rápido.

“Até essa capacitação, os trabalhos foram educativos, ou seja, os motoristas e caminhoneiros eram parados na estrada e recebiam orientações sobre a doença, como o uso de máscara, higienização das mãos e do interior do veículo, e todos os outros cuidados. Atualmente, os bolsistas estão aptos a realizar a triagem e, quando necessário, aplicar o teste rápido. Além desse, eles também foram capacitados a realizar o Swab, que é um teste mais invasivo, no qual o resultado leva um tempo maior para aparecer, mas é mais fidedigno. Hoje os bolsistas também têm acesso a esse exame para aplicar durante a ação, por isso esse treinamento foi tão importante”, ressalta Rui.

Para o professor, o trabalho nas divisas é fundamental, pois envolve um público que trafega por muitos lugares e, por isso, acaba sendo mais vulnerável à doença. “Os caminhoneiros transitam muito pelos estados, com as ações educativas, triagem e aplicação dos testes rápidos, podemos conscientizar sobre os riscos e evitar que levem a doença para outros lugares. Sabemos que eles têm uma rotina muito intensa de viagem, ficam por longos períodos longe de casa e, muitas vezes, não têm tempo de cuidar da própria saúde”, destaca.

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