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CIDADES TRISTE MARCA!

NORTE PIONEIRO REGISTRA NÚMERO RECORDE DE CASOS DA COVID-19

A 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, tem média de nove óbitos por 100 mil. Os números revelam a necessidade de a população observar com maior responsabilidade as regras de distanciamento social e etiqueta respiratória

18/07/2020 11h42 Atualizada há 2 semanas
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Tiago Ângelo
Mapa da covid no Norte Pioneiro -
Mapa da covid no Norte Pioneiro -

Nesta semana, a região do Norte Pioneiro registrou 499 casos da Covid-19. O número representa, pela terceira vez seguida, o recorde semanal de novos casos da doença na região. Antes os recordes representavam cerca de 200 casos semanais. Em 39 dos 44 municípios com casos confirmados, houve aumento de notificações. Professores da UENP reiteram a necessidade de cuidados com a etiqueta respiratória e distanciamento social, como medidas preventivas para a contenção da propagação do novo coronavírus.

A região alcançou 1954 casos de Covid-19 (taxa de 358 casos por 100 mil habitantes). Agora, são 77 mortes, oito a mais que na última semana, e 30 cidades da região com óbitos registrados, duas a mais que semana passada: Jacarezinho e Santo Antônio da Platina. A maior taxa continua em Guapirama com 1311 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

Estudos realizados por docentes do colegiado de Geografia da UENP alertam para a entrada de Jataizinho no grupo das cidades com taxas superiores a 600 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes. Agora esse grupo registra, além de Guapirama, Conselheiro Mairinck (taxa de 935), Jundiaí do Sul (taxa de 787), Abatiá (taxa de 696) e Jataizinho (taxa de 665). Cornélio Procópio possuiu taxa aproximada. Na cidade, são 599 casos de Covid-19 por 100.000 habitantes até esta quinta-feira, 16.

O responsável pelo levantamento de dados na região, professor-doutor Pedro Henrique Carnevalli Fernandes, assevera que não há estabilidade ou controle da pandemia na região. “Se observamos a evolução dos números no Norte Pioneiro, percebemos isso com bastante evidência. Em 18 de junho, quando a pandemia completou 100 dias e, naquele momento, alertávamos para a escalada da doença na região, a região tinha 746 casos. Menos de um mês depois, em 16 de julho, dia 128 de pandemia, o Norte Pioneiro atingiu 1954 casos de Covid-19. Ou seja, foram 746 casos nos 100 primeiros dias e, depois, 1208 casos em apenas 28 dias”, acentua.

O professor comenta ser evidente que o comportamento da doença em cada município apresenta singularidades, mas alerta que, de modo geral, a região ainda enfrenta uma disseminação sem controle da doença. “Quando olhamos o número de 77 mortes em taxas, constatamos que a 18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio lidera dentre as 22 regionais de saúde do Paraná, com taxa de 18 óbitos por 100 mil habitantes – a média estadual é de 11 óbitos por 100 mil. A 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, tem média de nove óbitos por 100 mil. Os números revelam a necessidade de a população observar com maior responsabilidade as regras de distanciamento social e etiqueta respiratória para que evitemos novos casos e mortes pela doença”, ressalta o professor.

Cuidados necessários

A enfermeira Maria José Quina Galdino, professora-doutora do curso de Enfermagem da UENP, pontua que o recorde de casos na nossa região reflete o cenário nacional, que registra mais de 2 milhões de casos confirmados. A professora alerta para o afrouxamento dos cuidados pessoais durantes os últimos dias, o que tem levado a escalada da doença na região.

“Infelizmente as pessoas têm minimizado o potencial devastador da Covid-19 e esse aumento de casos se deve principalmente ao relaxamento das medidas de distanciamento social e de etiqueta respiratória. Enquanto não dispormos de vacina eficaz precisamos reduzir os danos e proteger nossos familiares, evitando o contágio da Covid-19”, acentua Maria Galdino.

A professora reitera a necessidade de se atentar para medidas simples para se evitar o contágio como higienizar com frequência as mãos com água e sabão ou álcool 70%; manter distância mínima de 1,5 metros das pessoas que não moram na mesma casa; evitar abraços, beijos e apertos de mãos; utilizar máscara de tecido durante todo o período que estiver fora de casa, trocando-a sempre que estiver úmida ou a cada duas horas.

“O principal. Caso apresente sintomas da doença, fique em casa e procure atendimento na Unidade de Saúde mais próxima. Não há prazo para a vida voltar como era antes, mas precisamos nos adaptar a essa realidade para usufruir com saúde a vida que temos atualmente com as pessoas que amamos”, finaliza a professora.

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