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SETOR DE SERVIÇOS TEM TERCEIRA ALTA SEGUIDA E AVANÇA 2,6% EM SETEMBRO

Desempenho do Paraná ficou acima da média nacional e sinaliza o início da recuperação do setor

Por: Fonte: AEN
12/11/2020 às 14h13 Atualizada em 13/11/2020 às 15h50
SETOR DE SERVIÇOS TEM TERCEIRA ALTA SEGUIDA E AVANÇA 2,6% EM SETEMBRO
Turismo ajudou a puxar alta no indicador, com crescimento de 11,7% no período. Números foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

 

O setor de serviços cresceu 2,6% no Paraná entre agosto e setembro. É a terceira alta consecutiva e o melhor resultado do ano na série que compara os meses com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O turismo cresceu 11,7% no período, segunda variação positiva em sequência.

O crescimento do Paraná fica acima da média nacional, de 1,8%. Em setembro, 25 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços, com alta em quatro das cinco macroatividades analisadas. A pesquisa do IBGE abrange hotéis, agências de viagens, restaurantes, serviços ambulantes de alimentação, transporte, parques, casas culturais, academias de condicionamento físico, lavanderias, cabeleireiros, serviços gerais de apoio e ensino de idiomas.

A recuperação do setor no recorte mensal começou a ser sentida em maio no Paraná, com crescimento de 0,9%. Em junho houve uma queda de 1%, num quadro similar a março e abril, no auge de casos de Covid-19. A seguir, houve três altas: em julho a evolução foi de 1,7%, em agosto de 1,8% e em setembro de 2,6%.

“O Paraná registra crescimento na produção industrial, no comércio e começa a ver indicadores positivos mais sólidos também no setor de serviços, que foi um dos mais impactados pela pandemia. Nessa retomada, é uma área que temos buscado fomentar com crédito, simplificações burocráticas, auxílio técnico e atração de investimentos”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“É um setor que aos poucos vai acompanhar o movimento de subida da economia”.

O movimento positivo gradual já havia sido detectado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicou a contratação de 4.716 pessoas no Paraná nesse setor em setembro e 2.843 em agosto. É a terceira categoria que mais gera novas vagas de trabalho no Estado.

TURISMO – A evolução de 11,7% no turismo foi a segunda consecutiva, após crescimento de 29,7% em agosto. A comparação com setembro do ano passado ainda é negativa em 32,5% e o resultado acumulado do ano aponta queda de 37%.

Segundo o IBGE, a pandemia impactou um setor que tinha expectativa de alta no Estado em 2020. Em janeiro deste ano o crescimento foi de 5,5% em relação a janeiro de 2019, e em fevereiro de 3%, puxado pelos investimentos no Litoral, novas linhas aéreas conectando o Interior à Capital e dos recordes de visitações registrados em Foz do Iguaçu em 2019.

Apesar de o indicador apontar crescimento em 2020, a expectativa de evolução definitiva está voltada para 2021. Segundo a mais recente edição da Sondagem dos Impactos da Covid-19, pesquisa desenvolvida pela Paraná Turismo e pelo Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur), 70% empresários do setor acreditam em uma retomada plena das atividades somente a partir de janeiro.

Ainda de acordo com a sondagem, apenas 18% dos hotéis do Paraná tiveram mais do que 40% de ocupação em setembro, o que demonstra que o movimento de turistas no Estado ainda é tímido, mas que dá algumas demonstrações de recuperação.

SERVIÇOS – Em relação a setembro do ano passado, o setor recuou 8,1% no Paraná. O principal impacto foi nos serviços prestados à família (atividades culturais e de recreação, atividades esportivas e serviços pessoais e de educação não continuada), com queda de 31,4%, e atividades enquadradas como outros serviços (coleta de resíduos, manutenção de veículos, atividades financeiras e corretores de seguro), com perdas de 12,8%.

O acumulado no ano caiu 10,2% frente ao mesmo período de 2019, e o resultado dos últimos 12 meses indica -8,1% de perda. Os maiores impactos foram nas mesmas atividades, além dos serviços de informação e comunicação.

 

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